Resenha: Pistas Submersas (Doggerland #1) - Maria Adolfsson

06 abril 2020


Edição: 1
Editora: Faro Editorial
ISBN: 8595811024
Ano: 2020
Páginas: 368

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Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Bem-vindo ao mundo único de Doggerland! Uma nação formada por grande extensão de terras, hoje, a maior parte submersas, das quais restaram apenas três ilhas, localizada em algum lugar entre o Reino Unido e os países nórdicos. É lá que Maria Adolfsson cria o cenário perfeito para uma história arrebatadora.
Na manhã seguinte ao grande festival das ilhas de Doggerland, norte da Escandinávia, a detetive Karen Hornby acorda em um quarto de hotel com uma ressaca gigantesca, mas não maior que os arrependimentos da noite anterior. Na mesma manhã, uma mulher foi encontrada morta, quase desfigurada, em outra parte da ilha. As notícias daquele crime abalam a comunidade. Karen é encarregada do caso, algo complexo pelo fato de a vítima ser ex-esposa de seu chefe. O homem com quem Karen acordou no quarto de hotel... Ela era o seu álibi. Mas não podia contar a ninguém. Karen começa a seguir as pistas, que vão desenrolando um novelo de segredos há muito tempo enterrados. Talvez aquele evento tenha origem na década de 1970... Talvez o seu desfecho esteja relacionado a um telefonema estranho, naquela primavera. Ainda assim, Karen não encontra um motivo para o assassinato. Mas, enquanto investiga a história das ilhas, descobre que as camadas de mistérios daquelas terras submersas são mais profundas do que se imagina.


Doggerland é uma ilha localizada ao norte da Escandinávia que, até então, era um lugar muito tranquilo. Mas tudo muda quando, numa manhã, Karen Eiken Hornby, nossa detetive e protagonista, é chamada para desvendar um assassinato, e a mulher que fora brutalmente morta é nada mais, nada menos que a ex-mulher do seu chefe, Jounas Smeed - o homem com quem ela teve a infeliz ideia de se envolver na noite anterior durante o Festival da Ostra, festa tradicional da região.
E é assim que o livro começa, com Karen se martirizando por ter passado a noite com seu chefe machista. Logo após saber da morte de Susanne Smeed, Karen é encarregada a tomar a frente das investigações. Mesmo sabendo que enfrentará diversos contratempos - sendo mulher e trabalhando em um lugar onde os homens são os maiorais - Karen fará o possível para descobrir quem matou Susanne e, quanto mais ela procura, mais sinistra a história fica.
"Karen considera, impressionada com a capacidade que Jounas exibe de pronunciar cada palavra que diz a respeito de Susanne como uma acusação implícita ou explícita. A mulher está morta, mas nem assim ele consegue refrear o desprezo."
Quando solicitei esse livro, o fiz por que este livro foi indicado para os fãs da trilogia Millennium de Stieg Larsson. Sou uma dessas fãs e Lisbeth Salander é uma das protagonistas que mais amo. Assim, comecei a leitura ávida para desvendar os segredos mais sórdidos de Doggerland!
Infelizmente, a leitura começou boa, mas tornou-se maçante no decorrer das páginas. Descobrir quem matou Susanne e desvendar as pistas de seu passado são os pontos altos do livro, mas a autora acaba nos deixando curiosos também com a história de Karen. Os pontos abordados pela autora durante a narrativa são excelentes e rendem vários ganchos para pensarmos sobre.

A narrativa é em terceira pessoa, alternando entre presente e passado, o que deixa a história mais tensa e cheia de mistério. O enredo é extremamente detalhista e com poucos diálogos, somente nas últimas páginas temos o desfecho tão esperado, por isso foi uma leitura um pouco monótona e cansativa, mas mesmo assim, ficamos curiosos para saber se Karen vai conseguir desvendar todos os mistérios. Karen é uma protagonista que guarda segredos profundos, que comete erros e acertos. Uma personagem divertida, que tenta cumprir seus deveres para com o trabalho e enfrentar a resistência no próprio ambiente. Karen é mulher e só por esse motivo, podemos esperar muito desse livro!
"Eles não sabem se estão lidando com um assassino frio ou com alguém que matou involuntariamente num impulso de fúria: de qualquer maneira, parece cada vez mais improvável que o caso seja solucionado em três dias e incluído na estatística de sucesso de oitenta por cento."
Enfim, só posso indicar. Não sou conhecedora de narrativas nórdicas, mas confesso que a autora conseguiu me deixar curiosa durante a leitura. Ainda não se compara a uma Trilogia Millennium, mas vale a pena conhecer e se deliciar com cada página!



Sobre a autora:






MARIA ADOLFSSON nasceu e cresceu na Suécia e atualmente vive em Estocolmo, onde trabalha como diretora de comunicações.


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