Resenha: A Rosa Selvagem ( Família Davon #2) - Simone O. Marques

22 abril 2019


Edição: 1
Editora: Ler Editorial
ISBN: B07N8H76MW
Ano: 2019
Páginas: 246

Sinopse: William, o barão Davon, é um soldado destemido e homem de confiança do rei, mas carrega a terrível fama de ser violento com as mulheres. Sem se importar com os comentários a seu respeito, acredita estar protegido contra as investidas das damas da corte, mas o rei está determinado a lhe arranjar uma esposa. Entretanto, seu coração será atingido por um inesperado e selvagem encontro. Rose O'Kelly viu sua tribo ser dizimada pelo rival de seu pai e foi obrigada a fugir da Irlanda. Sozinha e sem saber falar a língua dos ingleses, ela vai parar nas terras do mal falado barão Davon. Acolhida pela família da pequena Madeleine, após ser atacada por um homem misterioso, Rose vê seu destino se ligar de forma irremediável ao de William Davon.

Assim que terminei de ler "A Noiva do Barão", aluguei "A Rosa Selvagem" para dar continuidade a leitura. Gostei tanto do primeiro livro que não consegui largá-lo! O li em poucas horas e fiquei bem eufórica e curiosa para conhecer a história do barão Willian Davon. Infelizmente, apesar a premissa bastante envolvente, enrolei um tanto mais para terminar esse livro. Gostei muito de Willian no primeiro livro, apesar de ter aparecido poucas vezes, realmente acreditei que sua fama não era verdadeira. Acredito que a personagem que tenha me deixado desanimada com a leitura tenha csido Rose, a tal rosa selvagem... rsrsrsrsrs

"A Rosa Selvagem" começa pouco tempo depois de terminado "A Noiva do Barão". Não vou falar muito sobre o segundo pois posso dar spoilers; Willian acaba de voltar de Sunset, da casa de seu irmão e terá que receber em Davon, sua futura noiva e a mãe dela. Duas mulheres insuportáveis e cheias de regras que querem impor na casa de Willian. Na noite antes da chegada das mesmas, Willian sai para beber e na volta, acaba se encontrando com Rose, o que o encanta e põe medo na garota que a princípio pensa que Willian quer abusar dela.
"Rose vinha de uma tribo onde o amor entre um homem e uma mulher não era algo feito escondido ou por obrigação. Ela crescera vendo o fogo que havia entre seus pais. Eles eram afoitos, intensos e as cortinas que separavam suas camas das dos filhos não impediam que a curiosidade da prole fosse saciada. E foi pensando em sua tribo, em tudo o que aprendera e que nunca fizera, que ela o montou, o dominou, cavalgou, tomou para si... Era o raio encontrando a árvore."
Rose fugiu da Irlanda depois de ver sua tribo ser massacrada pela tribo rival. Sua mãe a mandou fugir e não olhar  para trás. Rose só carrega consigo a saudade de casa e uma adaga que sua mãe lhe dera antes da fuga, e é com ela que Rose, instintivamente, fere Willian para se proteger.

Ao contrário do primeiro livro, Não consegui ligar o nome da personagem ao título, pois de selvagem a Rose não tem nada. Ela é educada e gentil, uma boa pessoa mesmo. Acredito que o "selvagem" seja por ela ter vindo de um outro país onde os ingleses consideram o povo selvagem. Se for isso, eu até entendo o título e sim, ele faz jus a personagem, mas só por isso, por ela ser uma estrangeira.
"Willian estava com trinta e dois anos, conquistara vitórias em campos de batalha, herdara o título de seu pai, a confiança do rei, mas não tinha talento algum para o casamento ou para o amor."
Assim que comecei a ler e me deparei com o embate entre Rose e Will, imaginei que Rose seria bem mais difícil que Lisie. Eu amei o gênero de Lisie, tudo o que ela passou durante os anos que viveu com sua péssima família a esculpiu para a mulher maravilhosa que ela se tornou e isso me deixou bastante satisfeita. O que não aconteceu com Rose. Tive a impressão que Rose me manteve forte e destemida até encontrar Will, depois disso, foi só choro e lágrimas. Fiquei bem triste. A parte que mais me deixou orgulhosa foi quando ela enfrenta as ladies e só.

O romance como um todo atende as expectativas, é gostoso de ler e Willian não deixou a desejar, ao contrário, acabei me surpreendendo com o homem maravilhoso que ele é. Estou bem curiosa para conferir o próximo volume, espero que dê continuidade a história de Willian e aos acontecimentos da corte, pois o fim só serviu para me deixar aflita com o futuro desse novo casal.
"Ele se achava parecido com o pai. mas o tempo que passou com Robert, Lise e sua bela sobrinha, Elene, o mostrou que não. Ele era, sim, capaz de amar uma criança, de admirar uma mulher, de se permitir imaginar uma vida diferente para si, mas não com uma mulher como Margareth."
Como mencionei no livro anterior, a escrita da autora é gostosa e sucinta, sem descrições exageradas e longas. A narrativa em terceira pessoa abrange a história como um todo, nos mostrando os pontos de visa dos principais personagens. Além dos personagens principais, vamos conhecer mais alguns que nos surpreenderão durante a leitura, falo de Madie e Tom, duas crianças incríveis que adorei conhecer.

Por fim, indico sim a leitura para quem gosta do gênero. Acredito que essa família ainda tenha muito a nos mostrar. Aguardemos os próximos livros! <3


Sobre a autora:



Formada em Pedagogia e Mestre em Educação, escreve desde 2007, deixou de lecionar para se dedicar à escrita de ficção e fantasia. Tem vários livros e contos publicados.



Um comentário:

  1. Oi, Ana Paula. Obrigada pela resenha gostosa! =) Agora, o Selvagem do título é exatamente isso: Irlandeses eram considerados selvagens pelos ingleses, assim como os escoceses. =) Rose é uma personagem que tem a delicadeza para mostrar que apesar disso, as outras foram muito mais selvagens que ela. rsrsrsrsr Fico muito feliz que tenha gostado do livro! <3

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