Resenha: Onde a Luz Cai - Allison Pataki e Owen Pataki

11 outubro 2018


Edição: 1
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582355145
Ano: 2018
Páginas: 368
Tradutor: Cristina Antunes

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Livro cedido pela editora para resenha
Sinopse: Três anos após a queda da Bastilha, Paris fervilha com os ideais da Revolução Francesa iniciada em 1789. A Monarquia foi deposta, a aristocracia, desmantelada, e ergue-se uma nova nação do povo e para o povo.
Inspirado pelo senso de dever patriótico, Jean-Luc, um advogado jovem e idealista, muda-se para a capital com o filho e a esposa, Marie. André, filho de um antigo nobre, foge de seu passado privilegiado para lutar no exército republicano francês junto do irmão. Sophie, uma bela e jovem viúva aristocrática, sobrinha de um poderoso e vingativo general, embarca em sua própria luta pela independência.
Mas a promessa de esperança começa a ser ameaçada pelo medo quando a busca incessante por justiça se converte em fanatismo e gera instabilidade, transformando compatriotas em inimigos e alimentando a sede de sangue nas ruas.
Na luta para impedir que o caos desfaça todo o progresso da Revolução, as vidas de Jean-Luc, André e Sophie se entrelaçam, e eles são forçados a questionar os sacrifícios feitos em nome da nova República.
Com participação de figuras lendárias como Robespierre, Luís XVI e Thomas-Alexandre Dumas, Onde a luz cai é um romance admirável, que se desenrola das ruas e salas de audiências de Paris até a épica marcha de Napoleão pelas areias do Egito. Com detalhes vívidos, os Pataki capturam corações e mentes dos cidadãos da França, lutando pela verdade acima de tudo e pela crença em uma causa maior.




“Nesse dia e nesse lugar teve inicio uma nova era da Historia do Mundo.”
Johann Wolfgang Von Goethe, Valmy, França, setembro de 1792.

O livro se inicia com uma das piores visões possíveis, a guilhotina.
“Valière para de respirar, mas não consegue desviar os olhos. Um sacerdote faz o sinal da cruz sobre o tremulo prisioneiro, uma absolvição que o condenado não pode ver. Finalmente, quando o trinco é puxado e a lâmina voa para baixo, Valière fecha os olhos. Ele escuta um ligeiro barulho, um breve golpe, seguido de um rugido ensurdecedor. Em meio à gritaria, o som da cabeça cortada caindo na cesta é abafado.”
A história se passa três anos após a queda da Bastilha, que marcou o inicio da revolução francesa e que simbolizou a insatisfação popular contra a monarquia absolutista.
Com certeza você já ouviu a expressão Liberté, Égalité, Fraternité (liberdade, igualdade e fraternidade). Este era o lema da revolução francesa, sobre a qual aprendemos na escola.
Mas o livro nos mostra um ponto de vista diferente do que aprendemos nos livros de história; ele mostra a história pelo ponto de vista de pessoa simples, alguns nobres que renunciaram ao título para sobreviver, pessoas com pensamentos diferentes, mas um mesmo objetivo: a liberdade.

Amei este livro de uma maneira inexplicável, a riqueza de detalhes, o modo como os autores se expressam em cada detalhe, seja sobre batalhas, o momento da forca, ou de um simples olhar apaixonado é incrível, fazendo com que o leitor se transporte para cada cena.

Quanto aos personagens, durante a leitura podemos reconhecer algumas figuras como Robespierre, o “incorruptível”, Luís XVI ou cidadão Capeto como era chamado após ser deposto. Estes são alguns personagens da história real. Mas como eu disse aqui vemos a revolução aos olhos de outros personagens
“Basta alguém olhar torto para você e é o suficiente para te mandarem para a guilhotina.” 
Jean- Luc St. Clair, é um advogado que quer lutar pelos pobres, um jovem que sabe pelo que lutar; vive com sua esposa Marie e seu filho, em um lugar muito simples e sem luxo, e mesmo assim esta sempre pronto para ajudar os menos favorecidos. Ele não acredita em todo derramamento de sangue e acredita que possa haver outra maneira, mas sabe que é perigoso expressar sua opinião.

André Valière um nobre que renunciou ao titulo para que não morresse, é um capitão no exército, um bom capitão, mas que para alguns não deixou de ser um nobre “almofadinha”. Ele é irmão de Remy, um rapaz que gosta de farra e mulheres, o que faz André se preocupar com o que pode acontecer a ele.
Sophie, sobrinha do general Murat, um homem muito poderoso e um tanto assustador, é uma jovem cheia de vida, corajosa que luta por sua independência, que ao ficar viúva vai morar com o tio.
Em uma época em que tudo o que se diz deve ser pensado bem, pois expressar a opinião pode causar a morte na guilhotina, os três lutam pelo que acreditam, e suas histórias se cruzam, para uma luta maior, questionar se todo aquele derramamento de sangue é realmente necessário.
“Às vezes me pergunto sobre a prontidão com a qual nossos tribunais enviam homens e mulheres –ate mesmo crianças – para esse dispositivo da morte”.
A história mostra que muitas vezes as pessoas não pensam, mas seguem a massa, e que as vezes o ódio passa por cima do propósito real da luta, que os poderosos pensam quase sempre nos seu propósitos e não no que a população realmente precisa.
Uma narração perfeita, que mistura lindamente fato e história , tornando tudo mais emocionante. Um livro simplesmente perfeito.
A edição está perfeita, uma capa que me apaixonei desde que vi, folhas amarela, a fonte em tamanho agradável a leitura. A editora Gutenberg está de parabéns.










Sobre a autora: 



É autora dos romances best-sellers The Traitor’s Wife e The Accidental Empress. Filha do ex-governador do estado de Nova York George E. Pataki, ela foi inspirada a escrever a respeito de Sissi graças às raízes profundas da família no antigo Império Austro-Húngaro. Pataki é cofundadora da organização sem fins lucrativos ReConnect Hungary. Ela se formou com honras em Inglês na Universidade Yale, contribui regularmente no The Huffington Post e também é membro da Historical Novel Society. Ela mora em Chicago com o marido e a filha.




Owen Pataki se formou na Universidade de Cornell em 2010 com um diploma em história. Ele jogou futebol do time do colégio e foi membro da Fraternidade Phi Kappa Psi. Além de seu curso de História, Owen também estudou cinema.
Em 2011, Owen ingressou no Exército e após o Treinamento Básico em Fort Jackson e na Escola de Candidatos a Oficiais em Fort Benning, ele serviu como Oficial do Exército / Cavalaria. Ele também se formou na Escola Aerotransportada, Escola de Assalto Aéreo, Curso de Reconhecimento do Exército e serviu como Líder de Pelotão em uma Tropa de Reconhecimento Desmontada.
Em seguida, ele foi enviado ao Afeganistão em 2014, servindo como S1 OIC para o Quartel-General e Batalhão da Sede da 10ª Divisão de Montanha, estacionado em Bagram Airfield.
Após seu serviço militar, ele participou do Programa de Cinema na Met Film School no Ealing Studios em Londres; também trabalhando como roteirista / diretor.
Em 2015, ele participou do Programa Reconnect Hungary (que foi co-fundado por sua irmã Allison ).
Ele agora mora em Nova York, onde trabalha como roteirista e cineasta. Onde a luz cai é seu primeiro romance.