Resenha: Ausência - Flavia Cristina Simonelli

12 setembro 2018


Edição: 1
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576797166
Ano: 2012
Páginas: 280

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Sinopse: “O que é um homem sem memória? Um homem que não se reconhece mais em nenhum tempo, nenhum lugar, nenhum rosto?”Daniel é médico neuropsiquiatra e começa a tratar de Ervin de Apolinário, professor aposentado que apresenta uma doença degenerativa. Tudo estaria dentro da rotina do consultório, não fosse a doença de Alzheimer reavivar na memória de Daniel antigas dores, misturadas à paixão obcecada por Natasha, filha do paciente, provocando a desestruturação de seu casamento e a culpa por transpor seus limites éticos.
Ausência é um romance que coloca ao leitor uma questão perturbadora: o que acontece quando a mente começa a apagar as lembranças que constituem a própria biografia?
O desenvolvimento do Alzheimer e o dilema de Daniel são o fio condutor dessa trama permeada por relações complexas e questionamentos existenciais que levam a refletir sobre o dinamismo inesperado da vida.
Resenha por Graça Simplício


Em Ausência aos conhecer  Ervin de Apolinário, um professor aposentado de literatura que faz palestras sobre filosofia e poesia. Durante uma dessas palestras ele tem um lapso de memória, o que da inicio ao drama da descoberta da doença.
“O corpo dos pássaros se expande pelo ar... Por isso voam. É o sentido que eles têm da existência. Por isso, nunca prenda uma ave, meu filho. Nunca. E jamais deixe que façam isso com você.”
Daniel, médico neuropsiquiatrica, começa a tratar de Ervin, assim conhece a filha dele, Natasha, e surge uma paixão repentina por ela.
Acompanhamos as vivências de cada personagem, o sofrimento compartilhado e a busca pelos próprios objetivos além de alternativas para o caso de Ervin.
Um final surpreendente, atípico...

O melhor livro sobre esse tema que já li! Flavia está de parabéns por abordar com leveza, um tema tão complexo como o Alzheimer. Muito bem pesquisado.
Dá uma angustia de ler e ao mesmo tempo não consegui parar; livros com esse tema me deixam refletindo dada a proximidade da realidade dessa doença, pois não sabemos quando alguém próximo pode desenvolver a doença ou ate nós mesmos. 
“No final de tarde, o sol enviava oblíquos faixo de luz ainda quentes, através das cortinas semi abertas. Alcançando a mesa de trabalho. Pensativo, largou a caneta e se levantou, indo até a janela como costumava fazer em momentos de inquietação interior. Olhou para a paisagem urbana do alto do decimo terceiro andar, a mesma de muitos anos, que tantas vezes serviu-lhe de escape quando a cabeça se tornou pequena demais para encontrar certas respostas. Certas respostas que vêm quando não se faz mais pergunta alguma.”
Eu adorei a capa, possui detalhes em verniz. Páginas amarelas e letras em tamanho confortável para a leitura, possui orelhas e lindos divisores de capitulo simples.
Recomendo, todos devemos ter a oportunidade de ler livros assim.



Sobre a autora: 


Flavia Cristina Simonelli nasceu em São Paulo, estudou no colégio Dante Alighieri e se formou em Letras e Administração pela Universidade de São Paulo.
Em 2001, iniciou seus estudos de Antroposofia, vindo a concluir, anos depois, a Formação de Pedagogia Curativa e Terapia Social e em 2008, começou a cursar Formação Biográfica pela Escola Livre de Estudos Biográficos, com o intuito de aprofundar seus conhecimentos do desenvolvimento da vida humana, com base nas leis biográficas. Publicou seu romance de estreia, A Porta, em 2007.