Divulgando: Charlie Donlea na Bienal - Entrevista

06 agosto 2018


Charlie Donlea estará na programação oficial da Bienal do Livro SP. Para quem não conseguiu garantir sua senha, a Faro Editorial fará uma sessão se autógrafos extra com o autor em seu estande G080. Para os interessados: NÃO HAVERÁ DISTRIBUIÇÃO DE SENHAS E A QUANTIDADE DE LIVROS É ILIMITADA - ou seja, vc pode autografar quantos livros do autor vc quiser! <3 

Para comemorar a vinda do autor, a Faro fez uma entrevista com o mesmo que vocês podem conferir abaixo: 


Faro Editorial: Alguns autores gostam de argumentar ou abordar uma questão problemática quando escrevem. Existe algo desse estilo que você aponta no livro? Se sim, o que é?
Chalie Donlea: Meus romances são para leitura pura de escape, então eu não os vejo lidando com questões sociais de qualquer forma mais grandiosa. No entanto, um tema comum entre os meus três romances é a obsessão da sociedade com casos de pessoas desaparecidas e assassinatos não resolvidos. Revistas de cultura pop frequentemente apresentam em suas capas meninas desaparecidas, algumas das quais foram encontradas depois de terem sumido por anos. As perguntas comuns incluem como elas foram levadas, por que elas não escaparam mais cedo e como estão se reajustando à liberdade.
Meu primeiro romance, A garota do lago, lidou com a tentativa de um pai de manter sua filha assassinada longe dos tabloides, enquanto uma tenaz repórter investigativa chega à pequena cidade onde o assassinato ocorreu para procurar respostas. Deixada para trás conta a história de duas garotas raptadas, uma que reaparece e outra que não. A garota que consegue voltar para casa escreve um livro best-seller de memórias que a atrai aos olhos do público e chama a atenção para partes de sua história que ela queria manter em segredo.
Meu último romance, Não acredite em ninguém, aborda a obsessão do público com documentários sobre crimes verdadeiros e conta a história de uma cineasta criando um documentário em formato de série semanal que vai aprofundar nos detalhes terríveis de um assassinato no Caribe que aconteceu há uma década, e que explora a mulher enigmática que foi condenada por esse crime.
Uma linha comum entre as três histórias é a sede insaciável do público por detalhes mórbidos de histórias perturbadoras. 

FE: O que te inspirou para a ideia desse livro?
CD: Eu sou um verdadeiro viciado em crimes. O podcast Serial me viciou, e Making a Murderer me causou aflição. Desde então, tenho visto todos os documentários sobre crimes reais na Netflix. Minha maior reclamação sobre esses filmes é que eles tendem a levantar mais questões do que responder. Então eu decidi que a história de um documentarista revelando os segredos do assassinato de dez anos atrás não apenas forneceu uma grande premissa para um romance oportuno, mas também me deu a habilidade de criar um final tão selvagem quanto minha imaginação pudesse conceber. Espero que os leitores sintam que o final de “Não acredite em ninguém” não só prende pontas soltas de uma maneira que documentários reais raramente fazem, mas que também fornece um final chocante que os obrigará a voltar algumas páginas para ver como eles não o descobriram antes.
FE: Quais são as coisas mais importantes sobre você que gostaria que os futuros leitores soubessem?
CD: Acredito sinceramente que, para que um romance seja bem-sucedido, ele precisa atrair um leitor de volta para ele depois que param de ler. Se um livro é fácil de deixar de lado e difícil de entender, a maioria dos leitores (inclusive eu) desistirá dele. Estou ciente disso quando escrevo. Eu sei que há uma competição acirrada por outros livros, televisão, filmes e muito mais. Então, tento tornar difícil para os leitores largarem meus livros. E eu me asseguro de incluir nas páginas razões suficientes para os leitores retornarem à leitura.
FE: Há outras coisas que você gostaria que os leitores soubessem sobre você ou sobre o novo livro?
CD: O cenário de Não acredite em ninguém é um resort tropical em St. Lucia chamado Sugar Beach Resort. É um resort na plantação de Jalousie, o mesmo que o ator Matt Damon escolheu para renovar seus votos de casamento. Minha esposa e eu descobrimos o resort enquanto visitávamos a ilha no Spring Break – feriado de primavera americano - com nossos filhos. Eu pensei que seria o local perfeito para o meu romance. Tanto que minha esposa e eu voltamos para Sugar Beach no ano seguinte para celebrar o nosso aniversário e fazer algumas pesquisas muito necessárias para criar este livro.
Essa relação com Matt Damon vem de um guia de St. Lucia que trabalhava para o Sugar Beach. Eu o contratei para nos levar em uma excursão para ajudar em minha pesquisa pela ilha. Nós perguntamos se ele acompanhou o Matt Damon ou qualquer celebridade ao redor da ilha. Não, ele nos disse. Mas ele transportou o fotógrafo de Damon de volta ao aeroporto após a renovação do voto. Próximo o suficiente! 

FE: Qual foi a coisa mais louca / engraçada que você já fez em nome da pesquisa?
CD: Minha pesquisa mais agradável foi visitar o Sugar Beach Resort para o livro Não acredite em ninguém. Minha maior loucura foi visitar um necrotério para ver uma autópsia para Deixada para trás. Digamos que as pernas bambas e a cabeça girando não foram nada glamorosos.




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