Resenha: O Prisioneiro do Céu (O Cemitério dos Livros Esquecidos #3) - Carlos Ruiz Záfon

09 dezembro 2017


Edição: 2
Editora: Suma de Letras Brasil
ISBN: 9788556510396
Ano: 2017
Páginas: 272

Compre AQUI / E-book Kindle.
Sinopse: Barcelona, 1957. É natal e os clientes são escassos na livraria Sempere & Filhos; as contas vêm se acumulando. É quando um homem com mão de porcelana visita a loja e compra o item mais caro: um exemplar raríssimo de O conde de Monte Cristo, onde deixa a dedicatória “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”.Este é o ponto de partida para que conheçamos mais da história de Fermín, incluindo seus anos no Castelo Montjuic, a prisão do governo Franco, na época gerenciada pelo nefasto Mauricio Valls. Com medo de que um segredo enterrado há vinte anos finalmente venha à tona, ele narra a Daniel suas tentativas de fuga da prisão, junto a um companheiro de cárcere.
O prisioneiro do céu é uma história sobre prisão, tortura, inveja, traição e assassinato, onde as tramas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem para a resolução do enigma escondido no coração do Cemitério dos livros esquecidos.

Acompanhe as resenhas dos livros da série:




Só pra começar, eu amei este livro!!! Nele é contada um pouco mais sobre a historia de Fermín, grande amigo de Daniel. A história se passa entre 1957 e 1958, Daniel esta casado com sua amada Bea e tem um filho. Eles moram em cima da livraria de seu pai. Fermín esta prestes a se casar, mas anda inquieto sem explicar o porquê a ninguém.
“O Fermín brincalhão de que eu gostava de lembrar tinha desaparecido nos últimos dias e em seu lugar havia um homem atormentado por preocupações e maus ventos que ele não queria partilhar. Às vezes quando achava que ninguém estava olhando, ficava encolhido pelos cantos, devorado pela angústia.”
Em um dia de trabalho na livraria um homem misterioso entra e pede um livro a Daniel, e a partir daí, segredos começam a ser revelados. Coisas do passado que não deveriam vir à tona começam a surgir. Um passado cheio de dor e sofrimento, onde os mais poderosos sempre venciam.

Quando a gente acha que não pode ser mais surpreendido, Zafón mostra que sim, ele consegue nos surpreender mais uma vez.
Quando comecei a ler e descobrir mais sobre o passado de Fermín, seus anos na prisão, no primeiro livro já sabia que ele havia sofrido muito no passado, mas neste volume são apresentados os detalhes desse sofrimento.
“Fermín falava num fio de voz, o olhar muito abatido. Invocar aquelas lembranças parecia tê-lo deixado exausto, mal conseguia se sustentar na cadeira. Servi um último copo de vinho e vi quando secou as lagrimas com as mãos. Estendi o guardanapo, mas ele ignorou”.
E com os fatos revelados, as histórias de outros personagens começam a ser contadas interligando-os de uma maneira que eu não poderia imaginar. E como sempre a amizade entre Daniel e Fermín os ajuda nesta nova aventura, onde, como sempre os livros são parte importante da história.
A gente encontra nesse volume uma historia sendo contada dentro da historia, o que é sensacional pois, em momento algum o leitor se perde. É uma narrativa muito bem elaborada, perfeita em cada detalhe.

O livro é breve, com 270 páginas é uma leitura rápida, (demorei pra ler, confesso, mas por falta de tempo) e que flui muito bem, assim como os outros volumes a edição está linda. Este é o terceiro volume da série que pode ser lido em qualquer ordem, como diz no começo do livro. Estou lendo na sequencia e estou adorando, se alguém leu em outra ordem, conta pra gente com foi!
“A cela era um retângulo escuro e úmido com um pequeno orifício escavado na rocha pelo qual corria um ar frio. As paredes estavam cobertas de riscos e marcas gravadas pelos antigos inquilinos. Alguns anotavam seus nomes, datas ou deixavam algum indicio de que tinham existido.”






Avaliação:



Sobre o autor:


Carlos Ruiz Zafón é um dos autores mais lidos e conhecidos em todo o mundo. Iniciou sua carreira literária em 1993 com O Príncipe da Névoa (Prêmio Edebé), seguido por “O palácio da meia-noite”, “As luzes de Setembro (reunidos em volume único chamado A Trilogia da Névoa) e Marina. Em 2001 publicou seu primeiro romance para adultos, A sombra do vento, que não demorou a se transformar em verdadeiro fenômeno literário internacional. Com O jogo do Anjo (2008), retorna ao universo do Cemitério dos Livros Esquecidos. Suas obras já foram traduzidas para mais de quarenta línguas e já conquistou inúmeros prêmios, além de milhões de leitores ao redor do mundo.