Resenha: Belas Adormecidas - Owen King e Stephen King

03 dezembro 2017


Edição: 1
Editora: Suma
ISBN: 9788556510518
Ano: 2017
Páginas: 728

Sinopse: Pelo mundo todo, algo de estranho começa a acontecer quando as mulheres adormecem: elas são imediatamente envoltas em casulos. Se despertadas, se o casulo é rasgado e os corpos expostos, as mulheres se tornam bestiais, reagindo com fúria cega antes de voltar a dormir. Em poucos dias, quase cem por cento da população mundial feminina pegou no sono. Sozinhos e desesperados, os homens se dividem entre os que fariam de tudo para proteger as mulheres adormecidas e aqueles que querem aproveitar a crise para instaurar o caos. Grupos de homens formam as “Brigadas do Maçarico”, incendeiam em massa casulos, e em diversas partes do mundo guerras parecem prestes a eclodir. Mas na pequena cidade de Dooling as autoridades locais precisam lidar com o único caso de imunidade à doença do sono: Evie Black, uma mulher misteriosa com poderes inexplicáveis. Escrito por Stephen King e Owen King, Belas Adormecidas é um livro provocativo, dramático e corajoso, que aborda temas cada vez mais urgentes e relevantes.


Quero começar essa resenha dizendo que, dentre todos os livros que li do autor, Belas Adormecidas é o mais fraco e que, com suas 700 páginas, poderia muito bem ter sido resumido para, pelo menos 400.
Não que eu não tenha gostado da história, sim gostei, mas encontrei semelhanças com Sob a Redoma (que estou lendo) e para piorar a situação, lendo alguns comentários no skoob, descobri que quem já leu Dança da Morte e Celular também vai encontrar algo parecido nessas páginas.

Dada essa explicação, sinto em dizer que o livro não me conquistou por completo. Talvez tenha sido pelos pontos acima, ou talvez Owen tenha estragado uma história que se tivesse sido escrita somente por Stephen, poderia sim ter sido boa. Mas nunca vou saber, certo?

A sinopse é bem explicativa e remete ao contexto do livro. A ideia de um conto de fadas de terror me deixou apaixonada e claro que eu quis muito ler, terror este que não será encontrado nessas páginas, Owen e King apostaram no horror e nos sentimentos humanos que surgem quando estamos acuados e com medo. Nada diferente do que já encontramos em outros livros do autor, mas confesso que, mesmo gostando das altas doses de violência, em algumas partes foram desnecessárias.
Também devo mencionar que não consegui me apegar a nenhum personagem: achei todos poucos realistas.
"Ele se perguntava porque diabos o mundo tinha sido criado. As coisas boas eram poucas, e todo o resto era horrível."
Gosto muito das descrições exageradas do autor, mas neste livro, a enrolação foi demais. Owen possui pouco carisma em sua escrita e é perceptível onde um começa e o outro termina. Infelizmente não foi um livro que tenha me agradado, mas gostei de conhecer mais uma história que carrega o nome King.
Temas atuais também são abordados no livro, tornando-o bastante propicio em alguns aspectos. Um exemplo disso é o feminismo, o que torna a obra dos Kings uma bela crítica social contra a sociedade machista, o que eu gostei muito e que colocará os leitores para pensar. Evie, uma das protagonistas, chega a dizer em uma certa parte que se fossem os homens os adormecidos, as mulheres poderiam usar sêmen de bancos para engravidarem e dar continuidade à humanidade, mas com as mulheres adormecidas os homens não poderiam fazer nada, o mundo apenas acabaria.

Por falar em Evie, não sei ainda o que pensar dessa personagem. Em algumas partes, gostei muito dela e em outras, cheguei a considerá-la a vilã da história. Assim, cabe a cada leitor decidir o que Evie significa para para ele.

Claro que indico a leitura, afinal é um livo do King neh? rsrsrsrs
Como terror, o livro não correspondeu as minhas expectativas, mas vale ressaltar que é uma ótima trama de ficção, ajustando-se bastante na categoria distópica, pois mexe com nosso medo e futuro incerto. 
A edição, como sempre, está perfeita! Essa capa é maravilhosa e remete ao enredo apresentado. Diagramação simples, mas bem feita, com bom espaçamento e letras em tamanho confortável para a leitura. Não encontrei erros de revisão relevantes. 


Avaliação: 



Sobre o autor: 



Stephen King era um leitor fanático dos quadrinhos EC's horror comics incluindo Tales from the crypt, que estimulou seu amor pelo terror. Na escola, ele escrevia histórias baseadas nos filmes que assistia e as copiava com a ajuda de seu irmão David. King as vendia aos amigos, mas seus professores desaprovaram e o forçaram a parar.
De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine em Orono, onde ele escrevia uma coluna intitulada "King's Garbage Truck" para o jornal estudantil, o Maine Campus. Ele conheceu Tabitha Spruce lá e se casaram em 1971. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como "The Mangler" e o romance "Roadwork" (como Richard Bachman).