(Maratona Literária) Resenha: A Hora do Lobisomem - Stephen King

21 outubro 2017


Edição: 1
Editora: Suma de Letras Brasil
ISBN: 9788556510402
Ano: 2017
Páginas: 152

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Sinopse: UMA CRIATURA CHEGOU A TARKER’S MILLS. A HORA DELA É AGORA, O LUGAR DELA É AQUI. O primeiro grito veio de um trabalhador da ferrovia isolado pela neve, enquanto as presas do monstro dilaceravam sua garganta. No mês seguinte, um grito de êxtase e agonia vem de uma mulher atacada no próprio quarto. Agora,a cada vez que a lua cheia brilha sobre a cidade de Tarker’s Mill, surgem novas cenas de terror inimaginável. Quem será o próximo? Quando a lua cresce no céu,um terror paralisante toma os moradores da cidade. Uivos quase humanos ecoam no vento. E por todo lado as pegadas de um monstro cuja fome nunca é saciada. Um clássico de Stephen King,com as ilustrações originais de Bernie Wrightson.

Terceiro livro da Maratona Literária #horadeperderomedo concluída!

Que livro delicioso de ler! rsrsrsrsrs
Sim, é com essa frase que inicio essa resenha. O livro foi mesmo delicioso de ler, terminei-o em poucas horas, pois diferentemente dos demais livros do autora, A Hora do Lobisomem é um livro curto, com uma narrativa mais sucinta e muitas ilustrações.

Este volume faz farte da Coleção Biblioteca Stephen King e, em todas as edições dessa coleção, o leitor vai encontrar uma edição mais caprichada, como introdução escrita recentemente pelo autor, capa dura, ilustrações e neste volume, ilustrações inéditas de mais 4 ilustradores. Sem contar as originais de Bernie Wrightson.
"Uma criatura chegou a Tarker’s Mills, tão sorrateira quanto a lua cheia presidindo o céu noturno. É o Lobisomem, e não há mais motivo para o surgimento dele do que haveria para a chegada de um câncer ou de um psicótico com intenções assassinas ou de um tornado devastador."
A história se passa com um acontecimento por mês. Começamos em janeiro e terminamos em dezembro. No decorrer desses "contos", vamos conhecendo alguns dos moradores de Tarker’s Mills, personagens diferentes mas que possuem suas qualidades e defeitos - como o marido que espanca a esposa; o garoto aleijado que não consegue se relacionar facilmente com as pessoas; o fazendeiro que perdeu sua criação para a Besta; o tio legal que ama o sobrinho; o pastor que sonha com o inferno na terra.

Stephen King me surpreende a cada livro que leio dele. É impossível o leitor não se maravilhar com essa mente criativa e (porque não?) doentia.
Para quem gosta do terror clássico, de sentir aquele frio na barriga, mesmo sabendo o que está prestes a acontecer, esse livro será um prato cheio.
A narrativa é em terceira pessoa, o que torna a leitura mais ampla e rápida. Algumas das ilustrações são coloridas, o que torna tudo mais bonito de se ver. A edição está maravilhosa! É um livro lindo para se ter na estante, para ler e folheá-lo sempre que sentir vontade. Enfim, a Suma arrasa! <3
"O cliente, uma pessoa que ele vê todos os dias, está mudando. O rosto está se transformando, derretendo, engrossando, alargando. A camisa de algodão do cliente está se esticando, se esticando... e, de repente, as costuras da camisa começaram a rasgar, e, absurdamente, Alfie Knopfler só consegue pensar naquela série que seu sobrinho Ray gostava de assistir, O incrível Hulk."
Sem mais, só posso indicar a leitura. Não vou me prolongar em descrições do enredo porque, por ser um livro pequeno, posso acabar dando algum spoiler e acreditem, o melhor do livro é a surpresa ao descobrir cada virada de página.
Então, se você gosta do gênero, não deixe de ler este livro. Você vai se encantar e se apaixonar tanto pela história, quanto pela edição!


Avaliação: 



Sobre o autor:


Stephen King era um leitor fanático dos quadrinhos EC's horror comics incluindo Tales from the crypt, que estimulou seu amor pelo terror. Na escola, ele escrevia histórias baseadas nos filmes que assistia e as copiava com a ajuda de seu irmão David. King as vendia aos amigos, mas seus professores desaprovaram e o forçaram a parar.
De 1966 a 1971, Stephen estudou Inglês na Universidade do Maine em Orono, onde ele escrevia uma coluna intitulada "King's Garbage Truck" para o jornal estudantil, o Maine Campus. Ele conheceu Tabitha Spruce lá e se casaram em 1971. O período que passou no campus influenciou muito em suas histórias, e os trabalhos que ele aceitava para poder pagar pelos seus estudos inspiraram histórias como "The Mangler" e o romance "Roadwork" (como Richard Bachman).