Resenha: A Garota-Corvo - Erik Axl Sund

07 julho 2017


Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535928747
Ano: 2017
Páginas: 584

Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Tudo começa em um parque da cidade de Estocolmo, onde o corpo de um menino é encontrado. A detetive superintendente Jeanette Kihlberg lidera a investigação, lutando contra um promotor apático e uma força policial burocrática que não quer dedicar recursos para resolver o assassinato de uma criança imigrante. Todavia, com a descoberta dos cadáveres mutilados de mais duas crianças, fica claro que um serial killer está à solta. Kihlberg procura a psicóloga Sofia Zetterlund, uma especialista em recuperar crianças que sofreram violência, e as vidas das duas mulheres se entrelaçam de forma quase instantânea profissional e pessoalmente. À medida que se aproximam da verdade sobre os assassinatos, as duas vão aos poucos perceber que os crimes escondem um mal subterrâneo que parece abraçar toda sociedade sueca. Na veia da série Millenium, A Garota-Corvo é um thriller sombrio e de tirar o fôlego, e uma investigação dos recantos mais sombrios da mente humana.



Uma história tenebrosa, perturbadora, onde nem tudo é o que parece.
A história começa quando um corpo de um garoto é encontrado mumificado, e com sinais de tortura. Jeanette Kihlberg é a detetive responsável pela investigação. Jeanette é uma mulher forte e muito focada no seu trabalho, onde algumas vezes não é respeitada por ser mulher.

“O menino estava nu, enrijecido numa posição sentada, com os braços em volta dos joelhos. As mãos estavam presas com fita isolante. Sua pele havia adquirido uma tonalidade amarelo-escuro e uma textura de couro, lembrando um pergaminho.”
Quando outros corpos de crianças são encontrados mutilados a investigação começa a ficar mais difícil, tanto pela crueldade a que essas crianças foram submetidas, quanto pelo fato de serem imigrantes, o que fazia com que o caso não fosse prioridade para a polícia.
Jeanette procura então a ajuda da psicóloga Sofia Zetterlund, ao saber que um dos suspeitos tinha sido avaliado por ela.

Com o decorrer da história conhecemos alguns pacientes de Sofia como Samuel Bai, um menino soldado, que tinha passado por terríveis abusos; e também Victoria Bergman, uma paciente com um segredo terrível, que sofrera abuso infantil pelo próprio pai.
Jeanette e Sofia sentem uma ligação desde o momento em que se conhecem, e Jeanette passa a contar com a ajuda de Sofia na investigação desses assassinatos tão cruéis.
“As asas da mosca ficaram presas no chiclete “Nem adianta tentar bater as asas “pensou a garota-corvo. “Você nunca mais vai voar. Amanhã, o sol vai brilhar como sempre, mas não sobre você”
Um Thriller muito bem escrito, com detalhes de crimes que deixam o leitor aterrorizado com tamanha crueldade que o ser humano pode chegar, e que impactos terríveis esse sofrimento pode causar as vítimas. Mostrando o lado sombrio da sociedade, o livro aborda temas como pedofilia, tráfico de pessoas, o ódio pelas minorias, muito visto nos dias de hoje, o que faz com que o leitor se identifique e se prenda a história.

O enredo conta com muitos personagens e o leitor pode se sentir confuso em alguns momentos, algumas partes da história se estendem demais, tanto que em alguns momentos me peguei distraída, tendo que reler algumas partes. Mas nada que tenha atrapalhado a leitura, até porque a narrativa do autor instiga o leitor a desvendar essa trama macabra e surpreendente.

A narrativa é em terceira pessoa, mostrando o lado de cada personagem, seus sentimentos e opiniões. Quanto a parte física do livro, acho que só tenho elogios, a capa condiz com a história, tem um toque bem sombrio, e apesar da fonte ser pequena, e o livro ser enorme com suas quase 600 páginas, não foi problema nenhum a leitura, com tantas página dá tempo de acostumar os olhos ao tamanho da fonte.
Recomendo a leitura desse thriller, que dá um choque de consciência nas pessoas, mostrando algo que acontece também na vida real e onde muitas vezes fechamos os olhos.










Avaliação: 


Sobre os autores: 


Erik Axl Sund é o nome da dupla de autores suecos Jerker Eriksson e Håkan Axlander Sundquist. Erik Axl Sund é autor de quatro novelas até agora: Crow Girl (2010), Hunger Fire (2011) e Pythia's Instructions (2012), que formam a trilogia sobre Victoria Bergman e Glass Bodies (2014), a primeira autônoma Romance na nova trilogia da Melancholia. Essas novelas sombrias e viciantes se tornaram um sucesso imediato na Suécia, tanto críticas quanto comerciais. A trilogia de Victoria Bergman é o último fenômeno literário na ficção criminal da Suécia e um marco na ficção criminal contemporânea em geral. Nos EUA, no Reino Unido, na China, na Coréia e em vários outros países, as três novelas da trilogia serão publicadas mescladas em uma explosiva edição de um volume na primavera de 2015. A trilogia Victoria Bergman recebeu o "Prêmio Especial 2012" da Academia Sueca de Escritores Criminosos. A academia destacou a "psicanálise hipnótica e cativante da trilogia na forma de ficção criminal". Depois de publicar Corpos de vidro em maio de 2014, Erik Axl Sund está trabalhando na segunda parcela autônoma da nova trilogia Melancholia, que será publicada na Suécia em 2015 pela editora sueca Ordfront. Jerry Eriksson nasceu em Gävle em 1974. Entre muitos outros trabalhos, ele foi o produtor da banda de eletro punk de Håkan, eu te amo, bebê! E fez uma turnê com a banda em muitos países da Europa Oriental. Ele também trabalhou como cuidador, carregador, gerente de armazém e bibliotecário da prisão. Ele atualmente mora em Estocolmo com sua esposa Sara. Håkan Axlander Sundquist nasceu em Linköping em 1965. Antes de começar a carreira de escritor com Jerker, trabalhou como engenheiro de som, músico e artista, com mais de 50 exposições de arte na Escandinávia. Com sua banda, ele viajou em muitos países europeus de Easten no início dos anos 2000. Ele atualmente mora em Estocolmo com sua namorada Nina e seu filho de um ano Ante.