Resenha: A Garota Perfeita - Mary Kubica

07 outubro 2016


Edição: 2
Editora: Planeta do Brasil
ISBN: 9788542206814
Ano: 2016
Páginas: 336


Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida. Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à família da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso.
Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?



Quando solicitei este livro para a editora, rezei para não ser somente um romance meloso. Esperava que o livro me surpreendesse e me fizesse suspirar. Me surpreendeu muito, agora suspirar... bem, não rolou! rsrsrsrsrs
Não que seja ruim, não é. Gostei demais de como a autora introduziu o romance em meio ao suspense contido nas páginas.
"Ela é minha filha, mas não é. Ela é Mia, porém não é. Parece-se com ela, mas essa moça usa meias e bebe café, e acorda chorando no meio da noite. Responde mais rápido se a chamo de Chloe do que quando a chamo pelo seu nome. Ela parece vazia e letárgica quando acordada, e permanece insone quando deveria dormir."
Mia é a filha mais nova do juiz James Dennet, como vocês podem ler na sinopse. Além de Mia, James e Eve possuem mais uma filha, a mais velha, que é o xodó de James. Ao contrário de Mia, que sempre foi a hostilizada, a ovelha negra da família.
Mia tem 25 anos, saiu de casa para morar sozinha e atualmente dá aulas de arte em uma escola. Não faz uso do dinheiro de seu pai. Mia gosta de ser independente; é alegre e extrovertida.
James é o pai filho de uma puta que merece morrer da pior maneira possível. Desculpa o linguajar, mas senti/sinto tanta raiva desse homem que olha... sorte dele não estar aqui na minha frente...
Enfim, Eve, sua esposa, é uma dondoca submissa que sempre faz tudo o que o marido pede. É seu troféu, sua bonequinha para mostrar aos amigos nas festas que frequentam.
"Ela é uma idiota, uma maldita imbecil. Preciso de cada grama de boa vontade para não puxar o gatilho. Fiz isso por ela. Salvei sua vida. Quem diabos ela pensa que é para fugir? Pressiono mais forte a arma; quase enterro o cano em seu cérebro. Ela grita."
Depois de levar um bolo do namorado, Mia resolve passar a noite com um cara simpático que conhece no bar. Mal sabe ela que ele é Colin Thatcher e foi contratado para sequestrá-la.
Assim que Colin a leva para uma cabana no meio do nada, as coisas começam a ficar estranhas... Colin não envia nenhum pedido de resgate e fica dizendo a Mia que, se encontrarem eles, os dois vão morrer.
A princípio, eu odiei o modo como Colin trata Mia, mas depois, comecei a especular finais na minha mente enquanto lia o livro e fico feliz em dizer que, acertei pelo menos em parte!
A história de Mary Kubica é incrível, cheia de suspense, romântica no ponto certo e todos os pontos foram encerrados com êxito, fazendo o leitor lamentar o final do livro.
Os personagens chegam a ser tão reais que parece-nos que os conhecemos de algum lugar. Destaco aqui Eve, a mãe de Mia, que começou o livro sendo uma pessoa diferente da qual terminou.
"Jamais se preocupou com Mia ou com a fonte de seu descontentamento e decorrente mau comportamento. Preocupava-se apenas com o impacto que suas ações teriam sobre ele."
Outro ponto positivo do livro são os capítulos intercalados entre "Antes" e "Depois". Antes da volta de Mia e depois da volta de Mia. Não vamos acompanhar a história pelo ponto de vista da personagem principal, vamos saber tudo através de terceiros, mesmo que a narrativa seja em primeira pessoa: Colin, Gabe e Eve nos contam tudo, desde antes de Mia ser sequestrada. Mesmo gostando da maneira como o livro foi apresentado, fiquei triste por só o epílogo ser narrado por Mia. Gostaria de saber mais dela por ela mesma, pois, ao final do volume, conhecemos Mia através dos outros.
Confesso que a capa não me chamou muito a atenção, apesar de ser bonita e condizer com a fisionomia da protagonista.
Mary conseguiu criar uma história muito boa, que me encantou e me deixou angustiada durante o tempo em que li. Adorei conhecer sua escrita envolvente e sem rodeios.
Do mais, indico sim a obra, a edição está linda, sem erros aparentes e boa diagramação. Espero que vocês gostem tanto quanto eu!



Avaliação: 



Sobre a autora: 






Mary Kubica tem bacharelado em Artes pela Universidade de Miami em Oxford, Ohio, em História e Literatura Americana. Ela vive fora de Chicago com o marido e dois filhos e gosta de fotografia, jardinagem e cuidar dos animais em um abrigo local. The Good Girl é seu primeiro romance.