Resenha: Uma Canção de Ninar - Sarah Dessen

28 setembro 2016


Edição: 1
Editora: Seguinte
ISBN: 9788555340116
Ano: 2016
Páginas: 352


Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor.


Remy é uma adolescente que, ao se encarregar dos preparativos do 5º casamento da sua mãe, acaba encontrando Dexter, um músico como o pai dela, parece o tipo de cara para se manter distância. Prestes a ir para a faculdade do outro lado do país, ela quer aproveitar ao máximo suas férias com as amigas, e não quer nenhum envolvimento serio. Enquanto isso, seu irmão Cris se apaixona, passando muito mais tempo com a namorada do que com a família; assim que sua mãe casa Remy se vê sozinha. Ela não acredita no amor e todos os garotos com quem se relaciona, termina antes que fique sério.
Será que Dexter que vai mudar essa opinião, ou vai reforçá-la ainda mais?
“Quando cheguei em casa, a primeira coisa que notei foi a musica. Clássica, sublime, preenchendo o ambiente com o som de Oboés e a harmonia de violinos. Depois, o perfume de velas, baunilha, doce o bastante para te fazer estremecer. E, finalmente, o ultimo sinal: um rastro de papeis amassados, passando pela cozinha e levando ao solário. Graças a Deus pensei. Ela voltou a escrever.”
Um livro apaixonante. Uma história de luta, decepções e conquistas.
Sarah consegue instigar o leitor através de palavras e sentimentos conflitantes. Remy é uma garota legal, que só quer que alguém fique com ela, lhe dê atenção. Depois do casamento de sua mãe, Remy passa a se sentir ainda mais sozinha e seus sentimentos são tão intensos que chegamos a sentir pena da garota. 
Dexter por outro lado, é totalmente diferente de Remy. Ele é o cara que todas as garotas querem. Dexter toca em uma banda, é impulsivo e verdadeiro, como o pai de Remy. Isso a lembra dos fracassados relacionamentos de sua mãe e que ela não quer o mesmo para si.
Remy pode estar diante do verdadeiro amor, mas será que ela conseguirá deixar seus anseios de lado e se entregar?

Com uma narrativa contagiante e cheia de sentimentos, a autora nos trás uma história simples, mas completa em muitos quesitos. Este é o primeiro livro que leio da autora e confesso, virei fã. Adorei o modo como ela fala de perdas e demonstra os sentimentos dos personagens. Sua escrita é gostosa e fluída, com descrições adequadas, sem deixar a leitura enfadonha.
Esse livro descreve muito bem a relação de mãe e filha e de irmão e irmã, que apesar de parecer tão diferentes, são na verdade muito parecidos.
“Houve um tempo em que eu era famosa pelas minhas fugas pela janela. Sempre foi minha forma preferida de sair, mesmo se tivesse um caminho livro ate a porta.”
A capa é linda, parece ser emborrachada, e remete a ideia de liberdade. Páginas amarelas e letras em tamanho adequado para a leitura; possui orelhas e divisor de capítulos simples e fofo. A edição toda está linda, vale a pena ler e ter o livro na estante. Recomendo com certeza!










Avaliação:


Sobre a autora: 





Sarah Dessen nasceu em Evanston, Illinois, em 06 de junho de 1970. Ela se mudou com sua família para Virgínia Ocidental, e em seguida, na Carolina do Norte, onde agora reside com o marido, a filha Sasha Clementine, e cães.
Dois de seus romances, That Summer e Someone Like You, foram a base para How to Deal, um filme de 2003 estrelado por Mandy Moore.