Resenha: Gigantes Adormecidos - Sylvain Neuvel

26 setembro 2016


Edição: 1
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788556510129
Ano: 2016
Páginas: 328


Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: Rose passeia de bicicleta pelo bosque perto de casa, quando de repente é engolida por uma cratera no chão. A cena intriga os bombeiros que chegam ao local para resgatá-la: uma menina de onze anos caída na palma de uma gigantesca mão de ferro. Dezessete anos depois, Rose é ph.D em física e a nova responsável por estudar o artefato que encontrou ainda criança. O objeto permanece um mistério, assim como os painéis que cercavam a câmara onde foi deixado. A datação por carbono desafia todas as convenções da ciência e da antropologia, e qualquer teoria razoável é rapidamente descartada. Quando outras partes do enorme corpo começam a surgir em diversos lugares do mundo, a dra. Rose Franklin reúne uma equipe para recuperá-las e montar o que parece ser um robô alienígena gigante quase tão antigo quanto a raça humana. Mas, uma vez montado o quebra-cabeças, ele se transformará em um instrumento para promover a paz ou causar destruição em massa? Parte ficção científica, parte thriller, Gigantes adormecidos é uma história viciante sobre a disputa pelo controle de um poder capaz de engolir todos nós.


O primeiro livro dos arquivos Têmis, inicia com a descoberta da mão de ferro e o desenrolar a partir disso.
O que chama a atenção é o formato de escrita do livro, a impressão que temos, é que estamos lendo os arquivos secretos do governo ou algo assim. O que foi uma sacada genial do autor, assim podemos sintetizar a história e deixar somente o que é relevante, pois se fosse de outra forma acabaria ficando uma leitura um tanto arrastada.

O projeto que se inicia anos após a descoberta da mão, começando a busca por outras partes. E que começam a aparecer nos lugares mais improváveis, assim uma estrutura secreta é montada a fim de manter tudo sobre o controle de poucas pessoas influentes.
“Trabalhei a vida toda para ser o mais inteligente o possível. Meu pai sempre disse que eu poderia fazer a diferença alguma dia. Em sua grande maioria, as pessoas vivem sem ter um objetivo, ou pelo menos sem ter uma sensação de objetivo, maior que o ambiente à volta. São importantes para a família e nada, e nada muito além disso. Ninguém é insubstituível no trabalho, amizades vem e vão.”
Um homem misterioso é o responsável pelos arquivos, e também manipula praticamente tudo relacionado ao projeto, por várias vezes fiquei na dúvida das suas intenções. A equipe é formada pela Dra. Rose, que consegue descobrir algumas coisas sobre o funcionamento dessa sofisticada tecnologia, os pilotos Kara e Ryan que são incumbidos de treinar caso haja alguma forma de pilotar, e Vincent que é especialista em decifrar códigos e línguas.

Nesse ambiente, cheio de duvidas e expectativas, é difícil saber em quem confiar e qual a motivação dos membros da equipe. Assim como também, quais os reais motivos que as autoridades a buscar todas as peças desse quebra cabeça, e para qual finalidade será usada.
Em paralelo, vamos descobrindo algumas particularidades dos personagens, e percebendo que nada é simples nesse livro, e que cada detalhe pode fazer a diferença.
“Não faz muita diferença se você esta sozinha ou se faz parte de um exercito com milhares de soldados. Sempre há uma escolha. Sempre houve uma escolha. Você deveria estar feliz por ter a possibilidade de fazer essa escolha quando o que esta em jogo é muito claro. Raramente é assim.”
A capa é linda e me chamou a atenção logo de cara, acho que porque adoro estrelas. Páginas amarelas e letras em tamanho adequado para a leitura; possui orelhas e divisor de capitulo simples. Boa diagramação. A editora está de parabéns pela qualidade das capas.Um livro cheio de mistérios e descobertas, reviravoltas incríveis, que me prendeu e surpreendeu.
Ótimo para quem gosta desse gênero! Super recomendo!











Avaliação:


Sobre o autor:


Sylvain Neuvel saiu da escola aos quinze anos. Desde então, foi jornalista, trabalhou em descontaminação do solo, vendeu sorvete na Califórnia e correu o Canadá vendendo móveis. É Ph.D em linguística pela Universidade de Chicago. Foi professor de linguística na Índia e engenheiro de software em Montreal. Também é tradutor juramentado, mas o que queria mesmo era ser astronauta. Gosta de consertar eletrodomésticos, mexer com robótica e é meio obcecado com o Halloween. Também é completamente apaixonado por brinquedos. Como a namorada quer convencê-lo de que tem brinquedos demais, escreve sobre alienígenas e robôs gigantes como desculpa esfarrapada para construir bonecos militares (para o filho, é claro).