Resenha: A Rebelde do Deserto - Alwyn Hamilton

12 agosto 2016


Edição: 1
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765992
Ano: 2016
Páginas: 288
Tradutor: Eric Novello

Livro cedido em parceria com a editora
Sinopse: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por lhe revelar o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.




Amani é uma jovem destemida criada na Vila da Poeira, onde as pessoas aprendem desde cedo a atirar, e ela tem um talento impressionante com as armas. E foi dessa forma que ela tentou escapar da cidadezinha, e decidiu participar escondida de um torneio de tiro, pois ficar significava ter um casamento arranjado com seu tio. Assim, ela decide seguir com os planos de sua mãe, que sempre quis fugir dali, mas o plano é arriscado, pois se descobrirem que ela pretende fugir ou que ela é uma mulher, seria condenada a morte.

Assim começa a trajetória dessa personagem tão rica de personalidade e respostas audaciosas, fugindo do exercito do Sultão, através do deserto de Miraji, onde seres mágicos e humanos convivem através dos séculos, porém o mundo mágico vem diminuindo gradativamente, instaurando o desequilíbrio.
Nessa jornada Amani, vai descobrir que o mundo é muito mais perigoso do que ela imaginava, e também que é capaz de enfrentar todos esses perigos.
“Quando me virei, Hasan estava me olhando como se eu fosse uma cobra que escapado de uma armadilha. Atrás dele o forasteiro me observava, as sobrancelhas erguidas. Eu não conseguia parar de sorrir por trás do meu sheema.” 
A Rebelde do Deserto é um livro envolvente do início ao fim, a autora soube criar um universo surpreendente, cheio de personagens maravilhosos, com diálogos e cenas incríveis.
Tem um lado de romance, mas que foi usado na medida certa, sem se sobressair no enredo e dando a sensação de que era real. Sem muita frescura ou exageros, deu para sentir os sentimentos dos personagens através da leitura.

Esse livro conseguiu me surpreender, pois durante minhas leituras, sempre sigo a linha de raciocínio e consigo ter uma ideia de onde trama vai chegar. E com esse livro não foi diferente, tive certeza em alguns pontos, e simplesmente aconteceu algo que eu nem imaginava e que foi muito melhor do que eu esperava.
“Mas se conhecimento era poder, o desconhecido era a grande fraqueza dos seres imortais. Todos sabiam as historias. Djinnis se apaixonavam por princesas e concediam todos seus desejos. Filhas corajosas de mercadores capturavam buraqis e os cavalgavam até os confins do planeta.”
A capa é linda, em verde e dourado. Souberam usar as cores de forma incrível, me apaixonei pela capa. Possui páginas amarelas e letras em tamanho confortável para a leitura; possui orelhas e divisor de capitulo. Boa diagramação. A editora Seguinte está de parabéns pela qualidade das capas.
Aguardando ansiosa pela continuação. Super recomendo!


Avaliação:


Sobre a autora:



Alwyn Hamilton nasceu em Toronto e passou a infância saltando entre Europa e o Canadá até seus pais se estabelecerem na França. Ela cresceu em uma pequena cidade de lá, o que poderia obrigá-la a colocar aleatoriamente bem alto a música de abertura de A Bela e a Fera se não fosse por seu tom de surdez. Ao invés ela tentou ler e escrever o seu caminho para novos lugares e desenvolveu uma fraqueza por fantasia e heroínas se vestindo com roupas de homens. Ela deixou a França e foi para a Universidade de Cambridge para estudar História da Arte na King's College, e depois foi para Londres, onde ela foi contratada em uma casa de leilões. Ela tem um mau hábito de adquirir mais livros de capa dura do que é inteligente para alguém que se move casa com tanta frequência.