Resenha: Birman Flint e o Mistério da Pérola Negra (Viagens na Ficção #Livro 1) - Sérgio Rossoni

12 julho 2016


Edição: 1
Editora: Chiado Editora
ISBN: 9789895138982
Ano: 2015
Páginas: 383


Livro cedido pelo autor para resenha
Sinopse: Após mergulhar num mundo sombrio cercado por assassinos e traidores, Birman Flint depara-se com uma estranha verdade em torno de um antigo legado transformado numa maldição.A busca pelo misterioso artefato conhecido como Ra´s ah Amnui pode ser a resposta para a conspiração em torno do Czar Gatus Ronromanovich e sua família, conduzindo Flint por caminhos obscuros muito além da sua própria compreensão.
Um artefato, uma estranha seita e um assassinato, todos eles interligados por algo que parece representar a chave deste misterioso enigma. Uma jóia, um objeto de rara beleza ocultando em si um passado sombrio, lançando nosso herói numa corrida contra o tempo para salvar a dinastia Ronromanovich do desastre iminente.


A trama começa com o assassinato do agente imperial rudanês a serviço do czar Karpof Mundongovich, achado entre pequenos contêineres na região portuária de Siamesa por um lobo marujo. O galo detetive Galileu Ponterroaux observava a cena intrigado de como a vítima esforçou-se em deixar pistas em seus últimos minutos de vida do seu possível assassino. Dando voltas fumando seu cachimbo, avista em meio aos curiosos o seu jovem amigo, chamando a atenção do cavalo policial para que desse passagem a ele. Birman Flint é um repórter investigativo do jornal Diário do Felino, um gato magro e esguio demais para sua idade. Após Birman aproximar-se da cena onde a vítima esta, junto com o detetive no qual informa a chegada de oficiais da Rudânia e lhe entrega o pequeno livreto do camundongo, onde depois de uma noite analisando a escrita e desenhos tem uma noção de que a morte do agente pode ter relação com a conselho imperial.
“Algo soprou em seus ouvidos, um simples zumbido, dando-lhe a impressão de escutar uma gargalhada distante, quem sabe das profundezas do inferno animal, como se o próprio Karpof Mundongovich se divertisse observando seu jogo sinistro, onde predadores e presas pareciam estar preste a cruzarem num futuro bastante próximo e incerto”
Encontrando os oficiais rudaneses Splendorf Gatalho o gato embaixador e Rudovich Esquilovisky o esquilo chefe geral da polícia secreta imperial no escritório do detetive onde compartilha o que descobriu em meio a códigos, desenhos e línguas desconhecidas uma suposta conspiração e algo ligado ao diário de Feodor Ronromanovich o antigo Czar nas anotações da vítima. Aceitando o convite de ajudar nas investigações em Moscóvia mas antes de embarcar nessa aventura cheia de incógnitas pede a seu amigo Bazzou um pequeno camundongo como companheiro de viagem para decifrar os mistérios e as ligações entre a morte de Karpof e a dinastia Ronromanovich.
“-Ra’s ah Amnui... miou pensativo –Quem sabe uma formula, ou mesmo um objeto usado para decodificar estas misteriosas mensagens hieroglíficas... –parou um instante antes de concluir num sussurro silencioso.”
Com personagens apaixonantes e narrativa em terceira pessoa, o livro Birman Flint me conquistou com a riqueza de detalhes que o autor trouxe de fatos, lugares e com personagens reais para o livro. (Queria ter aprendido história assim na escola teria sido mais fácil) Achei incrível como cada personagens dependendo do tipo de animal tem um nome próprio. Os personagens em suas descrições pareceu superficial mas achei-os bem escritos. O livro mostra drama do início ao fim e tem a deixa para o próximo livro.
A escrita do autor é gostosa e coesa. Deixa o leitor viajar para esse mundo de fantasia onde os animais são as pessoas encarregadas de solucionar o mistério. Quero agradecer ao autor pela ótima leitura, fiquei encantada com todo o enredo.
“As peças pareciam finalmente dispostas no estranho tabuleiro, e Flint estava pronto para mover sua peça... dando assim início ao estranho jogo onde uma sombra escura parecia observa-lo todo o tempo.”
Gostei da diagramação e me apaixonei com a ilustração no começo do livro (pode ter mais no próximo livro por favorzinho??? rsrs) A capa é perfeita e tem tudo a ver com a história com seu ar de mistério. Não encontrei erros de revisão que prejudique a leitura, as letras são em tamanho confortável e o livro possui folhas amarelas. 
No geral amei e recomendo sim o livro, é boa leitura.










Avaliação: 


Sobre o autor:


Sérgio Rossoni é psicanalista, escritor, ilustrador e músico. É formado pela Escola Paulista de Psicanálise e especializado na área de Terapia Breve com fundo Psicanalítico. Seu histórico musical é expressivo, fez, entre outros cursos: Oficina de improvisação e arranjo com Roberto Sion e Teoria musical, arranjo e composição, com Rodolfo Stroeter, além de ter lecionado contrabaixo e guitarra no Centro de estudos para Contrabaixo.
Fundou o Estúdio de gravação Zabumba (1995) e posteriormente o selo Zabumba Records. Participou ao lado de importantes músicos e produtores da fundação da ABMI (Associação Brasileira da Música Independente), pertencendo ao conselho diretor. Em 2010 iniciou o blog “Impressões de um psicanalista”, com textos sobre o cotidiano a partir do olhar analítico, tornando a escrita parte de sua rotina.
Contudo, foi no trabalho do CD "Contando histórias" (2004), que pôde resgatar a paixão que havia experimentado ainda na infância ao criar roteiros adaptando personagens do cinema para suas próprias HQs, desenvolvendo pequenos contos que serviriam como ideia central para seu primeiro livro, cujo título provisório era "As aventuras do Gato Mush". Participou de oficinas realizadas na Escola do Escritor, onde conheceu Ricardo Ramos Filho. Em 2014 formou-se no curso de desenho na Quanta Academia de Arte, mas segue nos estudos.