Resenha: A Última Carta de Amor - Jojo Moyes

06 março 2016


Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571738
Ano: 2012
Páginas: 384
Tradutor: Adalgisa Campos da Silva

Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.
Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento.
Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.\
Resenha:

Tenho este livro na minha estante a muito tempo, e se não fosse pelo desafio literário que estou participando, acho que nem o teria lido tão já. Também ajudou a estréia do filme "Como eu era antes de Você" da mesma autora. Depois que vi o trailer, me peguei suspirando e desejando ler algo da autora. Uma pena que o livro não tenha me conquistado.


A Última Carta de Amor, como a sinopse diz, é um livro realista, comovente e romântico sim. Mas acho que não estou no momento certo para essa leitura. Demorei muito para lê-lo, a narrativa se arrastou e a história dessas duas mulheres que tinha tudo para se tornar inesquecível para mim, quase se tornou um martírio.
"Aquelas eram cartas apaixonadas: aquele homem se abrira para ela de um jeito que Laurence nunca conseguiria. Quando lia os bilhetes dele, Jennifer sentia a pela formigando, o coração disparado. Ela reconhecia aquelas palavras. Mas, apesar de tudo o que sabia, ainda havia um grande vazio em seu coração."
O livro começa nos apresentando Jennifer, uma mulher que sofreu um acidente de carro e perdeu parte de sua memória. Ela é casada e é uma daquelas dondocas. A época em questão (1960), trás todo um charme para essa parte do enredo. Temos as mulheres que servem de "enfeite" para os maridos ricos e sérios. Mesmo com todos a tratando bem, o essencial é escondido de Jennifer e ela só começa a juntar as peças de sua verdadeira vida, qdo encontra cartas românticas endereçadas a ela.


40 anos a frente, conhecemos Ellie. Uma jornalista que recebeu a incumbência de escrever um artigo sobre uma das cartas de Jennifer. Ellie se vê envolvida com o relacionamento de Jennifer e tenta desesperadamente saber o que aconteceu com esse casal que tinha tudo para ser perfeito. Detalhe: Ellie tem um caso com um homem casado, vive se martirizando por ter se apaixonado e na maioria das vezes, senti vontade de dá-lhe uns tapas!
"É nessa hora que eu deveria cair fora, diz a si mesma, pegando a taça. É nessa hora que qualquer pessoa sensata reúne o que lhe resta de amor próprio, anuncia que merece mais que isso e sai dessa relação, para descobrir alguém que possa se dar por inteiro a ela, não almoços encaixados na agenda e noites vazias e assombradas."
Apesar do enredo marcante e cheio de significados, as personagens principais - Jennifer e Ellie - são muito diferentes. Jennifer é uma mulher a frente de seu tempo. Fiquei encantada com sua força de vontade e determinação. Ellie, por sua vez, é chorona, fraca, sem força de vontade e muito burra!


A narrativa em terceira pessoa acompanha os personagens principais e alguns secundários. Temos trechos de cartas nos começos de capítulos e algumas mensagens durante a leitura. O livro está lindo demais. Cheio de detalhes que encantam e dão um toque especial à leitura. Gostei da narrativa da autora, ela escreve com sentimento e empatia, o que em circunstâncias diferentes, teriam me cativado rapidamente.
Infelizmente, não é um livro que me conquistou; apesar da riqueza de detalhes, fiquei sentindo falta de algo mais complexo e dramático, pois na capa, tem uma frase que diz que nos fará chorar... bem, só se for de raiva mesmo...
Enfim, como este é o primeiro livro que leio da autora, não vou desistir, tenho mais dois livros dela na estante e pretendo lê-los para perder essa primeira impressão ruim. Espero não me decepcionar.
"- Aprendi uma coisa há muito tempo: o se é um jogo muito perigoso mesmo."

Avaliação:


Sobre a autora:





Jojo Moyes nasceu em 1969 e cresceu em Londres, no Reino Unido. Estudou jornalismo e foi correspondente do jornal The Independent até 2002, quando publicou o seu primeiro romance, Sheltering Rain, foi então que resolveu dedicar-se à escrita.