Resenha: Vida e Morte (Crepúsculo Reimaginado) Stephenie Meyer

24 dezembro 2015


Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580578553
Ano: 2015
Páginas: 736
Tradutor: Regiane Winarski, Ryta Vinagre
Compre: Amazon / Saraiva

Sinopse: O clássico de Stephenie Meyer revisitado 10 anos depois.
Novamente, os leitores vão se apaixonar pela arrebatadora história de amor de Bella e Edward... ou, quem sabe, será uma primeira vez. A edição especial de aniversário inclui um conteúdo extra e exclusivo: Vida e morte, nova versão em que a autora inverte o gênero dos principais personagens.
Em Vida e morte os leitores vão se maravilhar com a experiência de ler a icônica saga de amor agora pelos olhos de um adolescente que se apaixona por uma sedutora vampira. Numa publicação ao estilo “vira-vira”, a edição comemorativa traz mais de 400 páginas de conteúdo extra, além da nova capa, com Crepúsculo de um lado e Vida e morte de outro. Os milhares de fãs de Bella e Edward não vão querer perder a oportunidade de ver seus tão queridos personagens em novos papéis.
“Fico maravilhada que já se tenham passado 10 anos da primeira edição de Crepúsculo”, comenta a autora Stephenie Meyer. “Para mim, esse aniversário é uma comemoração dos fãs, que sempre foram inacreditavelmente dedicados e apaixonados.”



Resenha:

Há uns 9 anos atrás, eu comprei 3 livros na revista do Avon, intitulados: Crepúsculo, Eclipse e Lua Nova. Durante uma semana, eu não consegui largar os livros. Naquela época eu estava empregada e prestes a subir de cargo na empresa onde eu estava trabalhando. Fui fazer umas daquelas dinâmicas horríveis em grupo e entediada, peguei o livro e continuei a ler; a história de Bella e Edward estava mais interessante do que aquele povo falando.... resumo da história: Não consegui o cargo porque eu não tive respeito com meus colegas. Enquanto os mesmos faziam de tudo para parecerem sinceros e competentes, eu estava com os olhos brilhando de emoção com a história da humana idiota e do vampiro que brilha! rsrsrsrsr


Foi com esses mesmo olhinhos brilhando que acompanhei esse Crepúsculo reimaginado pela autora: Vida e Morte é a edição  comemorativa de 10 anos do lançamento de Crepúsculo. Esqueça Bella e Edward. Vocês vão conhecer Beau e Edythe.
"Não podia ser por minha causa. Tinha de ser outra coisa, algo que aconteceu antes de eu entrar na sala. A expressão dela devia ter sido por outro problema. Era impossível que uma estranha pudesse ter uma repulsa tão súbita e intensa por mim. Eu não era interessante o bastante para provocar uma reação tão forte."
Beau é um típico adolescente que esticou um pouco mais do que no normal. Sua altura o torna mais desengonçado e propenso a tropeçar nos próprios pés. Apesar do porte alto e dos olhos azuis, Beau não se acha bonito, ele fica feliz por não ser incomodado pelos garotos que antes o perseguiam pela escola.
Assim, Beau decide ir morar com seu pai em Forks, uma cidadezinha nublada, muito diferente de Phenix, onde morava com a mãe. Logo no primeiro dia de aula, Beau vê Edhyte Cullen e uma atração que nunca sentiu por ninguém, começa a florescer no rapaz.

Edythe, por sua vez, no começo, é a personificação feminina de Edward mesmo: Totalmente grossa e boba. Mas depois de um tempo, conseguimos distinguir a diferença entre eles.
Edythe é delicada, apesar de ser perigosa, é linda, e por incrível que pareça, repara em Beau.


Beau me conquistou nas primeiras páginas, diferente de Bella que me irritou nos 3 primeiros livros. Apesar de parecer em muito com a Bella, Beau é um garoto e diferente dela, seus sentimentos são mais intensos e diferentes... (garotos entenderão).
Ele também tem muito mais TOC, é mais engraçado e sarcástico. Seus pensamentos são hilários e diversas vezes me peguei pensando que a história de Baeu poderia fazer mais sucesso que a de Bella.

A narrativa é em primeira pessoa, como em Crepúsculo, pelos olhos de Beau. A história é gostosa e mais bem formulada, não deixando espaço para perguntas. Este volume tem um fim e me surpreendi com a intensidade dos acontecimentos finais. Acho que eu ansiava por isso internamente.
Pense em Crepúsculo com os personagens com os gêneros trocados - é exatamente isso. Com exceção de alguns. Algumas cenas são as mesmas, mas como é um garoto que narra, a autora teve que mudar algumas partes para ficar mais viável.
"Não que ela não fosse gata (ela era super-mega-gata), mas não era... abordável. Tipo, nem The Rock ousaria assobiar para ela, se é que você me entende. A garota loura me viu olhando, e a forma como apertou os olhos para mim me fez virar para frente e pisar no acelerador."
Nunca resenhei os livros da Saga Crepúsculo e durante minha leitura, senti vontade de lê-los novamente. Mas por enquanto, vou ficar com a história de Beau na minha mente, gostei tanto deste livro, que senti até um certo vazio ao terminá-lo.
Os personagens secundários, todos, sem exceções, foram perfeitamente mudados. Gostei demais das mudanças maiores e das sutis. Cada um contribuiu demais com a trama, me deixando de boca aberta em muitas cenas.


Encontrei alguns erros de revisão, em sua maioria, troca de pronome. Razoável? Pode até ser, mas fiquei com aquela ligeira impressão de "Ctrl + C, Ctrl + V" sabe? Parece-me que foi copiado e colado de Crepúsculo, pegaram as partes iguais de um e jogaram em outro, esquecendo que a história pode parecer a mesma, mas os gêneros foram alterados...
Fora isso, a edição está muito bonita, praticamente a mesma da saga, já que é a mesma história reimaginada. O título é perfeito, e condiz perfeitamente com o que encontramos no enredo. Só a capa que deixou a desejar.... falta de imaginação? Pode ser...

Gostei muito do Prefácio e do Posfácio escrito pela autora, um deu continuidade ao outro e tivemos algumas explicações do que encontraríamos durante a leitura. Confesso que me surpreendi muito com a escrita mais fluída da autora, as descrições exageradas também foram poupadas e encontrei um enredo mais "enxuto" em diversos pontos.
Também fiquei muito feliz com outros pontos da obra, como por exemplo: nada de triângulo amoroso! Isso deu um toque a mais na obra e levou o livro para o final que eu esperava.
"- É Beau. Quando alguém conta que bebe sangue, você tem que ficar nervoso. Fazer uma cruz com os dedos, jogar água benta, sair correndo e gritando, esse tipo de coisa.
- Ah. Hã... vou me esforçar da próxima vez, que tal?"
Sem mais, só tenho a indicar, se você já leu Crepúsculo e quer ler Vida e Morte, não perca tempo, uma ótima história espera por você. Também digo isso para quem nunca leu a saga, vale a pena dar uma chance a este livro.


Avaliação:


Sobre a autora:


Stephenie Sonnibe Meyer nasceu em Hartford, Connecticut na vespera do natal em 24 de dezembro de 1973, filha de Stephen Morgan e Candy. Ela cresceu em Phoenix, Arizona, com cinco irmãos: Seth, Emily, Jacob, Paul, e Heidi. Ela frequentou a escola Chaparral High School, em Scottsdale, Arizona, e cursou literatura inglesa na Universidade Brigham Young, em Provo, Utah, onde se formou em 1995. Meyer é membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.
Conheceu seu marido Christian, mais conhecido por "Pancho", quando era pequena, casou-se com ele em 1994. Juntos, eles têm três filhos: Gabe, Seth e Eli. Após escrever Crepúsculo(Twilight), Stephenie ganhou 3 prêmios: um do NY Times e dois da Associação das Bibliotecas Americanas.
Crepúsculo (Twilight nos EUA), é o seu primeiro romance. Depois da sua publicação, Stephenie foi escolhida como um dos "novos autores mais promissores de 2005" pela Publishers Weekly. O sucesso desta obra lhe rendeu contratos de adaptação para o cinema, produtos e o planejamento de novas obras com a Little, Brown and Company.
Meyer atualmente vive em Cave Creek, Arizona, e possui também uma casa em Marrowstone Island, Washington. A escritora já veio ao Brasil, em novembro de 2010, juntamente da equipe de filmagem de Amanhecer, longa-metragem de que foi produtora oficial.
Meyer ganhou recentemente duas versões de sua biogafia: uma em quadrinhos, feito originalmente pela Bluewater Comics, "Twilight Unbound: The Stephenie Meyer Story", que conta a vida e a inspiração para a saga, a história e as lendas de Forks; e uma outra, não-autorizada, do biógrafo americano Marc Shapiro.