Resenha: Joana D'Arc - Por Ela Mesma - Ermance Dufaux

20 janeiro 2015

Edição: 1
Editora: Petit
ISBN: 9788572531702
Ano: 1998
Páginas: 312
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Exemplar cedido em parceria com a editora
Sinopse: Condenada pela Inquisição, Joana D’Arc a virgem de Domrémy, médium e heroína da França , martirizada na fogueira, ganhou as alturas celestiais. Neste livro, moderna edição de um clássico do Espiritismo, por intermédio da médium Ermance Dufaux, jovem colaboradora de Allan Kardec, a guerreira de outrora retorna até nós para revelar todos os lances de sua incrível epopéia. Seu relato inicia-se ainda no período da infância, quando, no despertar da mediunidade, ouviu pela primeira vez os espíritos que depois a conduziram à glória. Joana descreve seus encontros com o rei da França, sua luta nos campos de batalha, a trama infame que a levou à prisão, o julgamento, a injusta condenação, o assédio e o martírio a que foi cruelmente submetida. Joana D'Arc por ela mesma, psicografado por Ermance Dufaux, é um livro inesquecível, retrato fiel de uma mulher capaz de grandes feitos heroicos, mas que nunca perdeu a feminilidade, mesmo depois de empunhar a espada com todas as forças da alma para defender seu ideal de fé.




Esse livro nos mostra o uso errôneo da religião; a fé é diferente do fanatismo e ha centenas de anos as pessoas matam em nome de Deus, pois interpretam as palavras conforme lhe são convenientes.

Joana começou a ter visões e ouvir vozes a partir dos 13 anos e uma dessas visões diz que ela tem a missão de ajudar o rei, e ela aceita essa missão. Assumiu o exercito francês e enfrentou as dificuldades de ser uma mulher comandando homens em 1430. Ela era muito inteligente e perspicaz, durante o julgamento ela demonstrou isso com suas repostas rápidas e objetivas nunca entrando em contradição, e mantendo-se convicta em sua fé.

No começo eu achei que não ia me interessar muito, pois achava que já conhecia bem a história, mas à medida que fui lendo acabei me envolvendo, apesar de alguns trechos serem repetitivos (a maior parte do livro fala sobre o julgamento) eu não conseguia parar de ler.
Ha sempre um fato novo, algo que não vemos nos filmes ou outros livros.
A narrativa é gostosa e leva o leitor ao tempo de Joana, acompanhamos suas certezas e vemos que o tempo em questão, não era fácil para as mulheres. Joana foi uma heroína, mas tudo isso aconteceu devido a uma força maior: a fé inabalável que tinha em suas crenças.

A diagramação é simples e de páginas brancas, mas não dificultou a leitura por causa do tamanho das letras. A capa é simples sem orelha, não chama muita atenção e os detalhes não são muito visíveis por causa da cor.
Eu não gosto de livros na primeira pessoa, porém a forma como esse livro é narrado me prendeu desde o primeiro capitulo. Recomendo!

“Você escaparia, agora, se achasse que poderia conseguir? Se visse a porta aberta, iria embora? Você acha que teria permissão de Deus? Acredito firmemente que, se visse a porta aberta e os guardas ingleses fossem incapazes de me deter, isso seria um sinal que Deus estaria me dando permissão para partir. Sem essa permissão não iria.”

Avaliação:


Sobre a autora: 



Em 1853, época em que uma onda de fenômenos sobrenaturais eram recorrentes na América e em toda a Europa, na Cidade de Fontaineblau, França, uma jovem de família nobre, filha de rico produtor de vinho e trigo que residia num castelo medieval herdado pelos seus antepassados inexplicavelmente começou a apresentar distúrbios nervosos e a fazer premonições. Preocupado com seu repentino estado de desequilíbrio, seu pai a levou para um médico renomado que ao examiná-la, muito impressionado com o que presenciava colocou em sua mão um lápis e a pediu que escrevesse tudo o que sentia. Para sua surpresa, essa jovem como que impulsionada por uma força estranha que movimentava o seu braço começou a escrever mensagens vindas do além.

Esse foi o ponto de partida da história da vida mediúnica de "Ermance De La Jonchére Dufaux", autora em vida das obras psicográficas "A História de Joanna D'Arc ditada por ela mesmo", "A História de Luís IX ditada por ele mesmo" e que participou junto com Allan Kardec da publicação da 2º edição de "O Livro dos Espíritos", sendo também a médium escolhida por ele a colaborar no lançamento da "Revista Espírita", no início do ano de 1857.