Resenha: O Duque e eu - Julia Quinn

01 novembro 2014

Editora: Arqueiro
Autor: Julia Quinn
Serie: Os Bridgertons
Titulo original:  The Duke and I
ISBN: 9788580411461
Ano: 2013
Páginas: 288
Tradutor: Cássia Zanon

Sinopse:
Simon Basset, o irresistível duque de Hastings, acaba de retornar a Londres depois de seis anos viajando pelo mundo. Rico, bonito e solteiro, ele é um prato cheio para as mães da alta sociedade, que só pensam em arrumar um bom partido para suas filhas. Simon, porém, tem o firme propósito de nunca se casar. Assim, para se livrar das garras dessas mulheres, precisa de um plano infalível. É quando entra em cena Daphne Bridgerton, a irmã mais nova de seu melhor amigo.
Apesar de espirituosa e dona de uma personalidade marcante, todos os homens que se interessam por ela são velhos demais, pouco inteligentes ou destituídos de qualquer tipo de charme. E os que têm potencial para ser bons maridos só a veem como uma boa amiga. A ideia de Simon é fingir que a corteja. Dessa forma, de uma tacada só, ele conseguirá afastar as jovens obcecadas por um marido e atrairá vários pretendentes para Daphne. Afinal, se um duque está interessado nela, a jovem deve ter mais atrativos do que aparenta.
Mas, à medida que a farsa dos dois se desenrola, o sorriso malicioso e os olhos cheios de desejo de Simon tornam cada vez mais difícil para Daphne lembrar que tudo não passa de fingimento. Agora ela precisa fazer o impossível para não se apaixonar por esse conquistador inveterado que tem aversão a tudo o que ela mais quer na vida.

Resenha:

Alguém acreditaria se eu contar que nunca tinha lido um romance de época? Pois é, é a mais pura verdade. Faço parte de um grupo de amigas que divulgam os romances de época da editora Arqueiro, o Gurias Românticas, mas eu sou/era  herege (como elas mesmo me chamam. Kkk), e depois de mais de um ano do lançamento e muitos puxões de orelha, eu resolvi, enfim, aceitar este gênero na minha estante, e confesso que não me arrependi nenhum pouco, Júlia Quinn me representa, fato!

Quando iniciamos a leitura, somos apresentados a numerosa família Bridgertons, em especial a Daphne, e seus irmãos de ordem alfabética, A,B,C,D,E,F,G e H. É isso mesmo, os nomes dos irmãos seguem a ordem alfabética, Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. 

Em O Duque e eu, vamos acompanhar Daphne, a menina mais velha da família e que esta na idade considerada adequada para o casamento no seculo 18, e sua mãe esta a procura de um noivo adequado para sua filha. Só que o problema é que Daphne ainda não conseguiu atrair o olhar de nenhum homem aceitável. 
Pelo fato de ter sido criada junto com os irmãos, a garota possui uma personalidade forte e é bem humorada , o que não a torna a tipica menina do seculo 18 e a noiva adequada, sendo assim, os rapazes só querem a sua amizade e companhia, nada mais, mas se permanecer solteira por mais tempo, pode se tornar mal falada pela sociedade, só que quanto mais tempo se passa, mais complicado fica para ela encontrar um marido.

 Mas o que Daphne não espera, é que Simon Basset , o Duque de Hastings e melhor amigo de Anthony, seu irmão mais velho, esta na cidade e é o alvo mais cobiçado pelas mães com filhas em idade de firmar compromisso, afinal todas querem que suas filhas se tornem a nova Duquesa. Mas Simon é um solteiro convicto, e não pretende se casar, e quando se vê engolido pelo mar de vestidos espalhafatosos, leques e conversas fúteis, ele desenvolve um plano com Daphne.
“Mas sua tentativa foi bastante admirável. Sinceramente, sinto-me lisonjeada que tenha me considerado merecedora de uma demonstração tão magnífica de libertinagem duquífera. - Ela sorriu, um gesto amplo e sincero. - ou prefere duquice libertina?”
Simon  passa a cortejar Daphne e assim se livra do assedio e ainda aguça o interesse dos outros rapazes em Daphne, afinal, o Duque esta interessado na garota, ela deve ter algo de especial, não?
O plano dos dois é colocado em pratica, e logo Daphne se torna uma das moças mais cobiçadas da cidade, mais o convívio com Simon faz com que a menina desenvolva sentimentos por ele, mas o conflito de Daphne é os seus sentimentos pelo rapaz e o seu desejo de formar uma família, já que Simon deixa bem claro que não pretende se casar de forma alguma.

Já Simon, o solteiro convicto, passa a apreciar cada dia mais a companhia da espirituosa Daphne, mas fantasmas do seu passado o atormentam e impedem que ele se aproxime ainda mais da irmã de seu melhor amigo.
E quanto romances acontecem, bailes são dados e alguns vexames ocorrem, uma fofoqueira anonima comenta tudo isso em um jornal distribuído na cidade, relatando todos os detalhes sórdidos para quem quiser ler.
“Se pudesse ser alguem, seria você. Mas casar comigo a destruiria. Eu Jamais poderia lhe dar o que você quer. Você morreria um pouco a cada dia, e assistir isso me mataria.- Você nunca poderia me magoar – murmurou ela.”
Antes de começar a leitura eu já tinha uma ideia pré concebida do livro, pelo simples fato de ser de época, eu sempre imaginei os livros deste gênero com uma escrita rebuscada e complicada, com uma trama enfadonha e cheia de termos que desconheço, mas não é que a autora me surpreendeu completamente, a escrita é bem simples e objetiva, a narrativa flui de forma fácil, o li em apenas um dia.
Neste gênero é um pouco impossível não ser clichê, os finais felizes sempre ocorrem de uma forma ou de outra, mas as autoras sempre podem, e devem, ousar e instigar seus leitores, e eu acho que é exatamente o caso de Júlia Quinn em Os Bridgertons, que é praticamente um “Gossip Girl “ de época.
O livro é narrado em terceira pessoa e nos dá uma visão privilegiada da enorme família Bridgertons, que apesar de numerosa, é extremamente unida,bagunçada e feliz. Como eu falei lá em cima, a escrita da autora é impecável, os diálogos são inteligentes e os personagens bem desenvolvidos, principalmente as bagagens emocionais.
Eu fiquei apaixonada por todos os personagens, e estou ansiosa para ler os próximos livros da serie, que vai retratar a vida de cada um dos irmãos de Daphne de forma detalhada.
Enfim, não sei se romance de época vai entrar para a minha lista de gêneros favoritos, pois ainda tenho um “pé atras”, mas com toda certeza vou acompanhar Julia Quinn.

Sobre o autor:


Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da serie Os Bridgertons.
É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The new york times e foram traduzidos para 26 idiomas.
Foi a autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of Americ's Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacifico.