Resenha: Seis anos depois - Harlan Coben

19 setembro 2014

Editora: Arqueiro
Titulo Original: Six years
Autor: Harlan Coben
ISBN: 9788580412536
Ano: 2014
Páginas: 272
Tradutor: Ricardo Quintana

Sinopse:
Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la.
Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos.
Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa.
Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada.
Em Seis Anos Depois Harlan Coben usa todo o seu talento para criar uma trama sensacional sobre um amor perdido e os segredos que ele esconde.

Resenha:

Primeiro de tudo, espero que ninguém me julgue, mas não gosto desse estilo literário,não tenho a minima ideia de por quais motivos solicitei esse livro para a editora, não sei se foi a sinopse atrativa ou a capa misteriosa, mas solicitei.
Como eu imaginei que seria, a leitura não fluiu muito fácil, demorei bem mais do que normalmente demoraria para ler um livro de 300 paginas. Mas confesso, que se algum escritor conseguir mudar a minha opinião sobre o estilo, esse alguém vai ser Harlan Coben, o cara é um gênio.
Logo que iniciamos a leitura de Seis anos depois, somos introduzidos no universo de Jake Fisher, um professor universitário que acaba de ser abandonado e trocado pela namorada, que decidiu casar-se com o ex. No dia do casamento, Natalie faz com que Jake prometa que vai deixa-la em paz. Essa promessa dura exatamente seis anos.
“ – Prometa que vai nos deixar em paz.
Continuei ali, parado.
-Prometa que não vai nos seguir, telefonar e nem mandar e-mail.
A dor no peito aumentou, incisiva e pesada.
-Prometa, Jake. Prometa que vai nos deixar em paz.”
Certo dia, Jake recebe a atualização do seu feed de noticias no computador da faculdade onde trabalha. Em destaque está o obtuario de Todd Sanderson,  um ex aluno da faculdade e para sua surpresa, o marido de Natalie, o seu grande amor. É neste momento que Jake decide quebrar a promessa que fez a sua amada seis anos atrás e procura-la, nem que seja apenas para prestar condolências. Sendo assim, parte em viajem para o enterro de Todd.
Chegando lá, algo inusitado acontece, a viuvá de Todd não é Natalie, mas sim alguém desconhecida, casada a muito mais tempo com Todd, com quem teve dois filhos.

Intrigado, Jake decide encontrar a sua Natalie a qualquer custo, mas é ai que algo ainda mais estranho acontece. Natalie parece ter sumido da face terra, nenhum registro na internet e nem mesmo os agentes do FBI conseguem encontra-la.
O que aconteceu com Natalie? Será que Todd Sanderson falecido é mesmo o marido de Natalie, ou apenas um caso de homônimos?
É entre essas e muitas outras incógnitas que a historia de Jack Fisher se desenrola. Desesperado para encontrar a mulher amada que sumiu no mundo, Jack vai entrar em uma busca desenfreada por informações, o que o coloca entre a vida e a morte, precisando enfrentar situações que ele nem poderia imaginar.
“- Certos homens arrastam uma asa por amores antigos, e alguns, não muitos, ficam completamente incapazes de voar. Isso os transforma em problemas para quem vem depois.
Não falei nada.
- E então, essa Natalie Avery que você derepente esta  desesperado para encontrar...É ela esse seu amor antigo?”
Eu nunca tinha lido nada deste autor, então não posso comparar com as outras obras, o que sei se baseia apenas nas resenhas que li, e pelo que posso notar, o autor conseguiu a “formula perfeita” e não consegue se desgrudar dela, pois ao que me parece, todos os livros de Harlan Coben é só mais do mesmo.
 Me desculpem se estiver errada, mas é esta a impressão que me passou, infelizmente. Mas não me entendam mal, como eu falei lá em cima, este gênero não é o meu favorito, mas eu curti todo o desenvolvimento da trama, que apesar de um pouco cansativa e arrastada, envolve o leitor, já que é tantas perguntas sem respostas e uma trama de informações tão bem tecida, que é impossível não ficar empolgado para desenvolver o mistério.

O que me deixou bastante envolvida com a trama, foi o fato de ela ser tão bem construída, é quase como um quebra cabeça, peças vão sendo encaixadas ao decorrer da leitura, mas só conseguimos ter uma visão completa do quadro ao fim, junto com o personagem principal, pois é impossível prever quaisquer acontecimentos antes que o autor decida que assim deve ser.
Outro ponto positivo é a construção da personalidade do personagem Jake Fisher, ele é totalmente ao contrario do que estamos acostumados para o esteriótipo de “mocinhos”, ele na realidade é quase um anti-herói, o tipo que não mede esforços, tem sangue frio e alguns desvios de caráter, e para chegar onde precisa, não se importa de ir até mesmo contra a lei.

Enfim, o livro é ótimo, tirando o fato de não fazer o meu estilo e o autor não ousar mais em suas obras, eu tenho certeza que para quem aprecia um bom romance policial este é o livro ideal.
Sobre o trabalho da editora, não temos muito o que falar, o livro é uma obra simples,com uma diagramação bem básica, assim como a capa, mas a revisão esta ótima, sem erros aparente.

Sobre o autor:



Harlan Coben foi o primeiro autor a vencer os três prêmios mais prestigiados da literatura policial nos EUA, o Edgar Award, o Shamus Award e o Anthony Award, encontrando-se actualmente traduzido em cerca de 37 línguas e contando com mais de 20 milhões de exemplares vendidos. A crítica, desde o New York Times, ao Wall Street Journal ou ao Le Monde, tem-lhe dispensado as mais elogiosas referências.