Resenha : Entre o agora e o Nunca - J. A. Redmerski

21 junho 2013


  • Editora: Suma de Letras
  • ISBN: 9788581051406
  • Ano: 2013
  • Páginas: 368
  • Tradutor: Michele Vartuli




Sinopse:

Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino.
Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois.
Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.

Resenha:

Quando saiu a pré venda desse livro eu fiquei completamente em panico, precisava conhecer a historia, já que a capa tinha me conquista na primeira olhada. Mas tenho que confessar: o livro não chegou nem perto das minhas expectativas. Não que seja ruim, não é, o livro tem um enredo legal, mas é totalmente cliché.
A historia tem inicio com Camryn, uma garota de 20 anos, que perdeu o namorado em um acidente de carro,tem os pais  divorciados, é traída pelo novo namorado, briga com a melhor amiga e tem a constante sensação de não pertencer a lugar algum, já que não possui amigos, não é popular, não tem um bom relacionamento com a mãe e não gosta do seu emprego. Então, só por essa descrição, vcs podem notar que o inicio não é muito original, já que maioria dos livros destinados ao publico "jovem adulto" começa assim, com  uma mocinha desajustada.

(...)O dia em que tudo mudou foi ontem. Aquele formigamento no cérebro me forçou a me levantar. E eu me levantei. Mandou
que eu calçasse os sapatos, arrumasse uma pequena mala esportiva com o indispensável e pegasse a minha bolsa. E eu fiz tudo isso.(...)

Mas o sonho de Cam é mochilar. E quando ela se vê ainda mais sozinha que o normal, ela resolve que chegou a hora. Parte da sua cidade apenas com uma mochila contendo o essencial, com destino a lugar nenhum. É entre uma parada e outra, que um novo passageiro entra no mesmo ônibus de Cam, e ai  vem o clichê novamente. Andrew Parrish é o tipico mocinho bad boy, lindo, musculoso e misterioso, e que desperta o antagonismo da mocinha logo de cara, mas que com o passar do tempo, se mostra um romântico incurável.
E também a partir desse encontro entre Cam e Andrew que o enredo começa realmente a se desenvolver.O pai dele esta morrendo de câncer, e ela não tem um destino, então ambos acabam iniciando um longa viajem de carro com destino ao Texas, que é onde Andrew mora.
Com a constante convivência e a proximidade entre ambos, logo um vinculo maior que a amizade começa a acontecer. Só que nenhum dos dois está realmente preparada para amar. Então o casal logo sucumbi aos "prazeres carnais", vamos dizer assim, os deixando ligados apenas pelo tesão que um sente pelo outro.O que é completamente desnecessário, já que o romance que era para ser bonito, acaba se tornando vulgar.
Olha, esse livro realmente tem de plano de fundo uma lição de vida e principalmente de superação, mas a autora me pareceu ter um vocabulário completamente limitado, abusando do uso de palavrões.

(...) Apenas que ficar prendendo e planejando é besteira - ele diz - Se você fica se prendendo no passado, não consegue seguir em frente. Se passa muito tempo planejando o futuro, você se empurra pra trás ou fica estagnada no mesmo lugar a vida toda.(...)

O romance em sí, e algo irreal e idealizado, já que Andrew faz o tipo bonitão ,musculoso e romântico e Camryn  a loira linda e gostosa, e que juntos fazem o casal perfeito, com a historia perfeitamente romântica.
Não, não estou dizendo que é apenas isso. No final do livro, que o momento que autora resolveu explorar o lado dramático da historia, você percebe que o livro não possui mais paginas suficiente para desenvolver todo o drama que a autora tentou introduzir de forma atrasada, o que deixa o final corrido e  sem desenvolvimento, como se a J. A. Redmerski  tivesse a obrigação de finalizar o livro naquela quantidade de paginas.
Ok, sei que muitos ao ler essa resenha vão querer me crucificar. Também sei que hoje em dia a maioria dos livros é clichê. Sim, realmente isso é verdade, mas ao meu ver, o autor tem o dever de tentar o tornar,pelo menos, envolvente.O que não é o caso deste livro, pois os personagens não tem nenhuma característica que faça o leitor se identificar com eles, pois como eu falei antes, é tudo muito idealizado e irreal, principalmente a forma como o romance se desenvolve.
Sim, a historia tinha um grande potencial, se a autora tivesse colocado um lado mais  humano em ambos os personagens.
Enfim, a única coisa que eu posso afirmar, é que apesar de ter chovido elogios para esse livro, a historia não me convenceu, mas também não é ruim, pode ser classificada de "bonitinha", e realmente tem alguns momento bem interessantes, com diálogos engraçados, e o que principalmente me levou a simpatizar com o livro, é o gosto musical do Andrew, que é totalmente incrível. O melhor deste livro é a trila sonora, com certeza.

Fica o meu conselho: Não crie muitas expectativas. Leia de coração aberto.

Avaliação final:

         




Sobre a autora:


J. A. Redmerski é a autora de Entre o agora e o nunca, da trilogia Darkwoods e Dirty Eden . Ela é fã de lobisomens e zumbis, viciada em livros e obcecada pelo universo de The Walking Dead. Ela mora em North Little Rock, Arkansas, com seus três filhos e um maltês.