Resenha: A outra Rainha - Philippa Gregory.

10 maio 2013





  • Título Original: The other queen
  • Autor: Philippa Gregory
  • ISBN: 8501088021
  • Gênero: Romance histórico
  • Páginas: 420
  • Editora: Record



Sinopse:
Após fugir dos rebeldes escoceses e buscar abrigo na Inglaterra com sua prima Elizabeth I, Maria Stuart passa a viver sob a guarda do casal George Talbot, o conde de Shrewsbury, e Bess de Hardwick.

Durante os anos de cárcere da rainha da Escócia, os sonhos, convicções, frustrações e esperanças desse casal são revelados, tendo como cenário a grande insurreição do norte que visa libertar Maria, restaurá-la a seu trono na Escócia e garantir sua herança ao trono da Inglaterra.

Resenha:

A outra rainha é o último livro da série Os Tudors, finalmente consegui terminar, já li outras séries antes, mas esta foi a mais longa, porém deliciosa e a cada livro que terminava de ler ansiava pelo próximo mesmo eles tendo mais de 400 páginas cada um, são realmente apaixonantes.
Neste livro os capítulos são intercalados entre Maria, a rainha dos escoceses, a ambiciosa lady Bess e seu marido, George Talbot, o conde de Shrewsbury.
Maria Stuart, traída pelo próprio irmão e seu povo, foi destituída do trono escocês, e acabou se refugiando na Inglaterra de Elizabeth, sob a proteção dela passou um tempo vivendo com o conde Talbot e sua esposa, Bess.

“Sou rainha três vezes, pois nasci rainha da Escócia, filha do rei Jaime V da Escócia, casei-me com o delfim da França e herdei a Coroa francesa com ele, e sou, por direito, a única herdeira verdadeira e legítima do trono da Inglaterra, sendo a sobrinha-bisneta do rei Henrique VIII da Inglaterra, embora sua filha bastarda, Elizabeth, tenha usurpado meu lugar. ”

Maria era uma jovem muito bonita, tanto, que despertava inveja da própria rainha Elizabeth, que já estava perto dos 40 e ainda era solteira, ela incomodava não somente pelo fato de ser bonita, simpática e sempre alegre, conquistando o próprio conde que lhe deu abrigo, despertando a ira de sua esposa, mas por ser católica, e ambicionar o trono inglês.
Manipulada por Cecil, seu conselheiro, Elizabeth trata sua prima como suspeita de várias injúrias proferidas por seus inimigos escoceses, incluindo, o terrível medo de que a jovem rainha papista roube seu trono e retome o catolicismo derrotado por Elizabeth quando herdou o trono.


”Um homem que não sabe quem são seus amigos, não sabe o que é o mundo, um homem quem não conhece seus servos, seus aliados, é um homem completamente só”.


O livro é recheado de mulheres fortes, algo incomum para a época, onde não ter um marido controlando sua vida era um absurdo, pois mulheres na visão deles era tão inferior que nem inteligência possuía, sendo incapaz de sobreviver sozinha e ainda mais comandar um país, o que Elizabeth provou o contrário.
Naquela época, reis e rainhas eram vistos como escolhidos diretos de Deus, e era isso que a mantinha no trono(e a outras rainhas), era incontestável seu direito a governar, o que para nós pode parecer absurdo em tempos de Estado laico, era uma das normas mais imperativas do século XVII.
Dos seis livros, o que mais gostei foi A irmã de Ana Bolena, que também fiz resenha para o blog, todos tem capas lindas e são super bem escritos, dá para ler separadamente sem nenhum influenciar a leitura do outro a ponto de atrapalhar, mas recomendo a quem tiver interesse na história de Henrique VIII, ou gostar de histórias de reis e rainhas, castelos, vestidos exuberantes que deem uma chance a saga Tudors de Phillipa Gregory, tenho certeza de que não vão se arrepender.

Sobre a autora:

Philippa Gregory nasceu no Quenia em 1954, mas mudou-se com a família para Bristol, na Inglaterra, quando tinha dois anos. Frequentou a Universidade de Sussex, onde um curso de Iniciação à História viria a mudar a sua vida. Até hoje já publicou 24 livros – muitos deles bestsellers. Philippa Gregory é doutorada em Literatura do Século XVII pela Universidade de Edimburgo e os seus romances refletem uma pesquisa e um pormenor histórico meticulosos. O seu período favorito da História é a época Tudor, sobre a qual já escreveu vários romances, alguns dos quais foram adaptados pela BBC a dramas históricos.